PSD diz que campanha está centrada no programa eleitoral do partido
Açores/Eleições
16 de out. de 2020, 17:06
— Lusa/AO Online
“Neste
final da primeira semana de campanha eleitoral também é justo fazer um
balanço de um desgaste de um governo já sem ideias, porque uma parte
concentrada da atuação do Partido Socialista, partido do governo, é com
base no programa eleitoral do PSD”, declarou José Manuel Bolieiro aos
jornalistas.O líder do PSD açoriano falava
na freguesia da Salga, concelho de Nordeste, onde realizou uma ação de
rua, integrada na campanha eleitoral para as regionais de 25 de outubro.O
cabeça de lista dos sociais-democratas pelo círculo de São Miguel
criticou a atuação do Partido Socialista, que diz estar a “tentar
confundir” o eleitorado, procurando “manipular a verdade” quanto às
propostas do PSD.“O que é que anda a fazer
o Partido Socialista? Uma campanha pelas redes sociais a dar a entender
de que se trata de um tira-teimas imparcial quando, na verdade, é o PS a
querer apreciar aquilo que o PSD faz, manipulando, e isso é
inaceitável”, afirmou.O PS/Açores tem
publicado nas redes sociais um segmento de vídeos intitulado
‘tira-teimas’ onde alegadamente é verificada a veracidade das
declarações dos candidatos de outros partidos.O
antigo autarca da Câmara de Ponta Delgada disse esperar um
“recentramento da campanha eleitoral”, porque, defendeu, o “que se
espera de uma campanha eleitoral” é apresentação de propostas dos
diferentes partidos.“Eu não tenho estado a
ser crítico das propostas do PS, eu tenho sim afirmado, porque eu sou
assim, eu faço política pela positiva, que tenho um projeto alternativo
para explicar ao povo ao que vamos”, acrescentou.O
presidente do PSD/Açores disse que o partido tem sido o “centro” das
atenções por apresentar “novidades” e por “ser uma verdadeira
alternativa” à governação socialista da região.Sobre
as propostas do PSD, José Manuel Bolieiro disse não existir uma
contradição entre a intenção de desgovernamentalizar e a proposta de
criação de novas entidades, porque o objetivo do partido é garantir a
“isenção, imparcialidade e objetividade em determinadas instituições que
hoje existem sob o domínio do governo”.Essa desgovernamentalização, considerou, é “urgente” e “importante” para a democracia na região.“As
instituições que proponho elas existem sobre o domínio e a tutela
governativa e o que eu proponho é que elas funcionem de forma
desgovernamentalizada", apontou.As
legislativas dos Açores decorrem em 25 de outubro, com 13 forças
políticas candidatas aos 57 lugares da Assembleia Legislativa Regional:
PS, PSD, CDS-PP, BE, CDU, PPM, Iniciativa Liberal, Livre, PAN, Chega,
Aliança, MPT e PCTP/MRPP. Estão inscritos para votar 228.999 eleitores.No
arquipélago, onde o PS governa há 24 anos, existe um círculo por cada
uma das nove ilhas e um círculo de compensação, que reúne os votos não
aproveitados para a eleição de parlamentares nos círculos de ilha.