PSD critica melhorias nas carreiras na saúde em “véspera de eleições"
Açores/Eleições
2 de out. de 2020, 08:30
— Lusa/AO Online
Após uma reunião com a Ordem dos Enfermeiros
nos Açores, realizada hoje em Ponta Delgada, o líder do PSD/Açores disse
querer “denunciar uma prática que não abona à dignidade do exercício
político e da governação” da região.Bolieiro
referia-se à contabilização, para efeitos de valorização salarial, dos
anos de serviço de todos os profissionais de saúde dos hospitais que,
até 2019, tinham contrato individual de trabalho, medida anunciada
terça-feira pelo Governo dos Açores, liderado pelo socialista Vasco
Cordeiro.“Uma governação sem rumo e sem
estratégia negou sempre as justas revindicações desses profissionais [de
saúde], porque estamos em vésperas de eleições resolve parcialmente uma
ou outra situação de protesto”, afirmou.O
social-democrata disse ser “justo” que os profissionais de saúde
“queiram ver a operacionalização” da medida, não ficando “pelos meros
anúncios”.Bolieiro disse ainda ter ficado
por completar a integração de 83 enfermeiros para “cumprir necessidades
efetivas e permanentes” do Serviço Regional de Saúde, que se encontra
com um “défice de enfermeiros”.“Há enfermeiros que estão esgotados pelo cansaço face ao extraordinário trabalho que têm vindo a fazer”, afirmou.Bolieiro
considerou “indigna” a presença de enfermeiros estagiários (através do
programa regional ‘estagiar L') para “necessidades efetivas” do SRS.“Não
é aceitável que continue o governo a impor, para necessidades efetivas e
permanentes de trabalho, que os enfermeiros passem pelo estagiar. Isto é
indigno”, declarou.O candidato a
presidente do Governo Regional pelo PSD/Açores disse que o partido
defende a “dignificação” dos profissionais de saúde, seja no acesso à
profissão, ao “estatuto remuneratório” e na “evolução da carreira”.“Sob
o ponto vista do projeto do PSD, solidariedade com essas carreiras e
com esses profissionais [de saúde], para os valorizar e dignificar. É
assim que nós damos prioridade a uma área essencial como é a saúde”,
acrescentou.As próximas eleições para o parlamento açoriano decorrem em 25 de outubro.Nas
anteriores legislativas açorianas, em 2016, o PS venceu com 46,4% dos
votos, o que se traduziu em 30 mandatos no parlamento regional, contra
30,89% do segundo partido mais votado, o PSD, com 19 mandatos, e 7,1% do
CDS-PP (quatro mandatos).O BE, com 3,6%, obteve dois mandatos, a coligação PCP/PEV, com 2,6%, um, e o PPM, com 0,93% dos votos expressos, também um.O PS governa a região há 24 anos, tendo sido antecedido pelo PSD, que liderou o executivo regional entre 1976 e 1996.Vasco
Cordeiro, líder do PS/Açores e presidente do Governo Regional desde as
legislativas regionais de 2012, após a saída de Carlos César, que esteve
16 anos no poder, apresenta-se de novo a votos para tentar um terceiro e
último mandato como chefe do executivo.