PSD com lista paritária com José Manuel Fernandes, Graça Carvalho e Álvaro Amaro
Europeias
14 de mar. de 2019, 10:04
— Lusa/AO Online
De
acordo com a proposta da Comissão Política Nacional ao Conselho
Nacional, anunciada pelo presidente
do PSD, Rui Rio, a eurodeputada Cláudia Aguiar, indicada pela Madeira,
será a sexta candidata do PSD ao Parlamento Europeu, seguida, no sétimo
lugar – já considerado de eleição incerta - pelo atual eurodeputado
Carlos Coelho.Tal como anunciado, os
Açores não indicaram qualquer nome para a lista do PSD, depois de lhes
ter sido atribuído pela direção nacional o oitavo lugar.De acordo com Rui Rio, no total, a lista de 21 efetivos e oito suplentes integrará 15 mulheres e 14 homens.“Pela
primeira vez, uma lista ao Parlamento Europeu terá mais mulheres que
homens”, destacou, em declarações aos jornalistas, no final da Comissão
Política, que decorreu em Coimbra.Paulo
Rangel já tinha sido anunciado no início de fevereiro como cabeça de
lista do PSD às europeias de 26 de maio, lugar que já ocupou em 2009 e
2014, e, na segunda-feira, Rui Rio indicou que a número dois seria Lídia
Pereira, presidente da juventude do Partido Popular Europeu.Em oitavo lugar, entra a jurista Ana Miguel dos Santos, especialista em questões de segurança e atualmente a viver em Cambridge.Há
cinco anos, o PSD concorreu às europeias em coligação com o CDS-PP e
ficou em segundo lugar com 26,7% (sete eurodeputados, seis dos quais
sociais-democratas), atrás do PS.Rui Rio
defendeu que a lista apresentada garante “a representatividade do país”,
já que José Manuel Fernandes representa a região norte, Álvaro Amaro a
região centro e Graça Carvalho, natural de Beja, a região sul.Quanto
à polémica sobre a exclusão de Mota Amaral, indicado pelos Açores, Rui
Rio reiterou o que já tinha sido explicado pelo secretário-geral, José
Silvano, dizendo tratar-se de “um princípio”.“Aquilo
que a Comissão Política Nacional entendeu é que nós temos de garantir
sempre que haja um deputado que represente as regiões autónomas ou
ultraperiféricas”, defendeu, sublinhando que, este ano, caberá à Madeira
assegurar a representação de ambos os arquipélagos.Aos Açores, acrescentou, foi oferecido o oitavo lugar, que o PSD regional rejeitou.“Não
está em causa de forma nenhuma o doutor João Bosco Mota Amaral, pessoa
por quem toda a gente no PSD tem o máximo respeito, mas é uma questão de
princípio”, defendeu.Miguel Poiares
Maduro, ex-ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional do Governo
PSD/CDS-PP de Passos Coelho, aceitou simbolicamente integrar a lista
social-democrata ao Parlamento Europeu no último lugar da lista,
composta por 21 efetivos e oito suplentes, como “sinal de apoio”.Dos
primeiros nomes da lista, três são atualmente eurodeputados do PSD:
Paulo Rangel, José Manuel Fernandes, que sobe para número três (há
quatro anos foi o sexto nome do PSD e o sétimo na lista conjunta com o
CDS-PP), e Cláudia Aguiar, que tinha sido a número cinco do PSD há
quatro anos (e sexta na lista conjunta).Dos
restantes três membros da delegação do PSD no Parlamento Europeu,
Carlos Coelho é indicado em posição considerada de eleição incerta e
ficam fora da lista os ainda eurodeputados Fernando Ruas e Sofia
Ribeiro.A ex-ministra da Ciência e do
Ensino Superior Graça Carvalho, já tinha sido eurodeputada entre 2009 e
2014 e é atualmente vogal da direção de Rui Rio.Além
de Lídia Pereira, o outro estreante nos lugares considerados claramente
elegíveis – os primeiros seis – é Álvaro Amaro, presidente dos Autarcas
Sociais-Democratas e, por inerência, membro da Comissão Política de
Rio.Álvaro Amaro é também, desde 2013,
presidente da Câmara Municipal da Guarda, depois de ter exercido
idênticas funções em Gouveia durante 12 anos.