PSD, CDS-PP e PPM nos Açores querem Governo a apoiar produtores de leite de São Jorge
14 de mar. de 2022, 18:57
— Lusa/AO Online
A
iniciativa legislativa conjunta dos três grupos parlamentares,
apresentada na ilha de São Jorge, pretende “a adoção de uma medida
de apoio direto aos produtores de leite” daquele território através do
Programa POSEI, de fundos comunitários, para “incentivar a produção de
leite”.O
documento recomenda também ao Governo Regional que promova “ações de
promoção [marketing] e de inovação do queijo produzido pelas
Cooperativas, por forma a conseguir-se a valorização do queijo de São
Jorge e consequente repercussão no rendimento dos produtores”.Os
partidos da coligação sublinham, no documento, a “importância de manter
a produção de leite nesta ilha”, nomeadamente quando “muitos dos
produtores” estão “desmotivados em dar continuidade a este tipo de
produção, por diversos motivos, como a falta de mão-de-obra ou os custos
de produção”.O
Programa POSEI, observam, “reconhece e apoia a diferenciação produtiva
das Regiões Ultraperiféricas” e “a produção de leite em São Jorge
apresenta uma especificação única nos Açores, que importa ser
considerada neste programa”.O
projeto de resolução, a que a Lusa teve acesso, destaca que “o leite
entregue pelos produtores de São Jorge permite a produção do queijo de
São Jorge, um Produto de Denominação de Origem Protegida (DOP)”, para
além de ser “um produto de referência dos laticínios dos Açores”.A
resolução chama ainda a atenção para “a importância dos produtores de
leite para a elaboração do Queijo de São Jorge”, notando que existiam na
ilha 214 produtores em 2020 e 211 em 2021.Por
outro lado, acrescentam, “os critérios de classificação do leite para a
Ilha de São Jorge são de maior exigência pelo seu método de produção”,
alertando também para “as limitações do tipo de forragem permitido para a
alimentação das vacas leiteiras”.Os
parlamentares indicam, igualmente, que “a constante diminuição dos
litros de leite entregues pelos produtores de leite nas fábricas poderá
pôr em causa a sustentabilidade do setor cooperativo”.