PSD apresenta projeto de lei para Estado pagar encargos com regresso de reclusos açorianos
18 de jul. de 2025, 15:29
— Lusa/AO Online
A
iniciativa que foi entregue pelo parlamentar social-democrata açoriano
Paulo Moniz introduz alterações ao Código da Execução das Penas e
Medidas Privativas da Liberdade, ao Regulamento Geral dos
Estabelecimentos Prisionais, à Lei Tutelar Educativa e ao Regulamento
Geral e Disciplinar dos Centros Educativos.O
projeto de lei já tinha sido apresentado em 2023, mas, com a dissolução
da Assembleia da República, a iniciativa legislativa acabou por
caducar, indicou o PSD/Açores em comunicado.Paulo
Moniz, citado na nota de imprensa do partido, explica que o objetivo do
projeto de lei “é assegurar que o Estado suporte as despesas de
transporte para a ilha de residência dos reclusos açorianos em
estabelecimentos prisionais no continente após cumprirem pena, bem como
aos menores que se encontram internados em centros tutelares educativos
no exterior”.A iniciativa legislativa do
PSD visa ainda assegurar que, em caso de falecimento, os custos com a
trasladação para os Açores também sejam suportados pelo Estado.O
deputado social-democrata eleito pela região considera fundamental que
esta matéria “fique definida em letra de lei, para que as famílias dos
reclusos não tenham de ficar dependentes da boa vontade da Direção-Geral
de Reinserção e Serviços Prisionais".“O
Estado suporta os custos com a transferência do recluso de uma Região
Autónoma para o continente ou de uma ilha para outra. Logo, o Estado tem
também de assegurar a trasladação do corpo em caso de falecimento, bem
como o regresso de um recluso açoriano após cumprir a sua pena em
território continental”, afirmou.A proposta de Paulo Moniz surgiu na sequência do falecimento de um recluso açoriano num estabelecimento prisional no continente.Numa
fase inicial, a Direção-Geral de Reinserção e dos Serviços Prisionais
recusou assumir as despesas com a trasladação do corpo para os Açores.Paulo
Moniz salienta na nota que muitos açorianos cumprem penas fora da
região devido à sobrelotação da cadeia de Ponta Delgada, na ilha de São
Miguel, “cujo processo se arrastou nos oito anos de governação
socialista e que só agora, com o Governo de Luís Montenegro, está
finalmente em desenvolvimento".