PSD/Açores reitera necessidade de serviço de estatística independente na região
7 de jun. de 2018, 14:33
— Lusa/AO online
“A
informação estatística nos Açores não tem atualidade, não tem
profundidade e não tem a abrangência necessária, além de muitas vezes
haver dúvidas quanto ao seu crédito”, disse o social-democrata, em
declarações aos jornalistas à margem de uma reunião com a direção da
Câmara de Comércio de Angra do Heroísmo.O
PSD/Açores apresentou em abril um pacote de medidas que visam melhorar a
transparência, incluindo uma proposta de criação de um Serviço Regional
de Estatística “independente, com um líder eleito por dois terços do
parlamento regional, que possa produzir estatísticas atualizadas,
credíveis e abrangentes”.Duarte
Freitas defende também que o Conselho Económico e Social dos Açores
seja “independente do Governo [Regional] e com maioria de parceiros
privados”. “Precisamos
nos Açores de uma economia mais pujante, com mais iniciativa privada,
com mais dinamismo, com impostos mais baixo, precisamos de uma sociedade
mais liberta dos poderes públicos”, frisou, lembrando que a proposta do
PSD de criação do Conselho Económico e Social deverá ser votada na
próxima semana na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.O
presidente da Câmara de Comércio de Angra do Heroísmo, Rodrigo
Rodrigues, considerou igualmente que o Serviço Regional de Estatística
deve ser independente, para se tornar “mais eficiente, mais verdadeiro e
mais rápido”.“Temos
enormes dificuldades em trabalhar com as estatísticas regionais
atualmente”, apontou, acrescentando que as estatísticas “não podem estar
à mercê de quem as interpreta”. O
empresário deu como exemplo de má utilização de dados estatísticos, os
números do desemprego, alegando que se os beneficiários dos programas
ocupacionais contassem como desempregados, os Açores teriam “uma taxa de
desemprego quase nos 14%”.
“O Governo Regional é o maior empregador precário da região através dos
ocupacionais, porque em estatística não se pode olhar para os números
de três formas. Ou os ocupacionais contam para o desemprego ou não
contam. E como não contam, são precários”, salientou, alegando que os
beneficiários destes programas “não têm qualquer expectativa de
continuidade” nas entidades que os acolhem.Rodrigo
Rodrigues defendeu ainda uma maior aposta na formação profissional,
face ao decréscimo registado no último quadro comunitário, em benefício
dos programas ocupacionais.“Os
empresários querem os melhores colaboradores a trabalhar para si, não
querem os piores. O mercado regula os salários. Se nós tivermos um
colaborador qualificado pagamos mais”, frisou.