PSD/Açores quer verbas para resolver "gravíssimas deficiências" do sistema prisional
6 de out. de 2017, 17:27
— LUSA/AO online
“Tanto
o centro tutelar, como o novo estabelecimento prisional de Ponta
Delgada e as obras na Horta (Faial) vão ser apresentadas como proposta
de resolução com urgência e dispensa de exame em comissão no próximo
plenário”, afirmou o presidente do PSD/Açores, Duarte Freitas, em
conferência de imprensa, na sede do partido, em Ponta Delgada, São
Miguel.O líder regional do PSD disse esperar que a iniciativa
legislativa seja aprovada por unanimidade com vista a ser “um reforço do
peso político junto do Governo da República para que, no âmbito do
Orçamento do Estado, estas matérias possam ser ultrapassadas”.Duarte
Freitas admitiu, ainda, que os deputados do PSD eleitos pelo círculo
dos Açores na Assembleia da República possam também desenvolver
iniciativas.O dirigente social-democrata justificou o projeto de
resolução com “a violação dos mais básicos direitos humanos dos reclusos
e dos jovens internados em centros tutelares educativos”, situação que
preocupa o PSD/Açores.Para Duarte Freitas, nos últimos dois anos
foram feitas "tantas promessas", pelo que é o momento de o “atual
Governo da República passar das palavras aos atos".O PSD/Açores
destacou que a ausência de um centro tutelar educativo na região obriga
“os jovens que estão numa idade muito difícil e provenientes de
situações muito frágeis a serem deslocados para o continente".Sobre
a construção da nova prisão de Ponta Delgada, Duarte Freitas defendeu
ser "crucial clarificar, desde já, as informações contraditórias que
existem sobre este processo"."Por um lado, deputados do partido
que apoia o Governo da República anunciam a construção nesta legislatura
de uma nova cadeia com capacidade para 400 reclusos. Por outro, o
Ministério da Justiça, no relatório sobre o sistema prisional e tutelar,
prevê apenas um novo estabelecimento prisional para 300 reclusos a
construir nos próximos dez anos", apontou.Segundo Duarte Freitas,
"nada daquilo responde às necessidades atuais", sublinhando que "a
construção da cadeia deve arrancar o mais rapidamente possível, devido à
sua sobrelotação", e para dar "dignidade aos reclusos e melhorar as
condições de trabalho dos guardas prisionais".