PSD/Açores quer revisão de valor padrão pago às IPSS que considere custos fixos
10 de jan. de 2019, 20:00
— Lusa/AO Online
Em
visita ao Lar de Idosos Augusto César Ferreira Cabido, na Ribeira
Grande, o líder social-democrata da região afirmou que o “valor padrão
devia ser revisto, no sentido de ter em conta outras despesas, como as
despesas fixas”.“Esta
é uma matéria que é transversal a todo o setor social, que se vive
claramente aqui, nos lares de idosos, em que o valor padrão que está
estabelecido é manifestamente insuficiente para as despesas de custos
fixos que têm”, explicou.
Alexandre Gaudêncio lembrou que a bancada parlamentar do PSD levou à
Assembleia Legislativa Regional uma proposta de comparticipação pública
da fatura elétrica para as IPSS, mas a medida foi rejeitada pelo Governo
Regional (PS). “Penaliza, sem sombra de dúvida, as nossas instituições, nomeadamente as IPSS”, considerou.O
também presidente do município da Ribeira Grande alertou para “uma
clara falta de resposta, ainda, na ilha de São Miguel e,
transversalmente, em toda a região”, apontando para uma lista de espera
de mais de 200 pessoas na instituição que visitou, que tem capacidade
total para 105 idosos, entre o lar visitado hoje por membros do
PSD/Açores e o Lar Manuel d’Almeida Moniz, na freguesia do Pico da
Pedra.A
distribuição do valor padrão entregue mensalmente ao Lar de Idosos
Augusto César Ferreira Cabido atribui 1.003 euros mensais por idoso com
dependência severa e cerca de 800 euros por cada idoso com um grau de
dependência menor.A instituição gasta, mensalmente, 1.200 euros por cada utente que acolhe.Alexandre
Gaudêncio valorizou “o papel dos voluntários que estão nessas IPSS e as
respetivas direções dessas instituições, muito deles pro bono, e com
alguns custos nas suas vidas pessoais e profissionais”.
“Se não for os rendimentos próprios das instituições, que são cada vez
mais escassos, é difícil manter este tipo de serviço”, lamentou.