PSD/Açores quer regime jurídico para a atribuição de apoios a associações
Açores/Eleições
9 de set. de 2020, 05:57
— Lusa/AO Online
De visita à associação Unojovens de Ponta
Garça, no concelho de Vila Franca do Campo, em São Miguel, o
social-democrata expressou uma “palavra de confiança na juventude e no
associativismo jovem, como essenciais para o presente e o futuro dos
Açores e da nossa sociedade”, mas, assinalou, também “um outro sinal de
responsabilidade e responsabilização política”.O
presidente da estrutura regional do PSD acredita que “o financiamento
público, para o sucesso, o empreendedorismo e o dinamismo destas
associações,” deve ser “justo, independente e desgovernamentalizado”.“É
preciso, por isso, criar um regime jurídico de estabilidade, de
previsibilidade e, sobretudo, de máxima independência e objetividade na
atribuição dos apoios”, defendeu o dirigente, já que “é assim que o
jovem acredita na política, porque tem capacidade e responsabilidade de
poder assumir, por si, a sua iniciativa”, considerou.José
Manuel Bolieiro afirmou ainda que “não se pode querer a participação
dos jovens, quando se pretende, através do financiamento público,
manipular e condicionar” as suas iniciativas.O
candidato a presidente do Governo Regional nas eleições de 25 de
outubro entende que “o associativismo jovem é uma verdadeira escola
cívica da participação cívica, não só social, cultural, educativa,
desportiva, recreativa, mas também, sobretudo, política”, porque permite
“cultivar as responsabilidades da política, da missão pública, que se
presta, também, no associativismo”.Espera,
por isso, que estas iniciativas mobilizem os jovens a “participarem nos
atos eleitorais”, de forma a combater a abstenção, numa geração que
considera estar “cada vez mais descrente da política e dos políticos”.Depois
de visitar as novas instalações e de se reunir com os dirigentes da
associação, Bolieiro deixou “um público reconhecimento à capacidade
criativa e de fazer da Unojovens de Ponta Garça”.O
dirigente elogiou “o histórico de realizações” e a “capacidade de fazer
por mão própria a recuperação e reabilitação de um edifício, que estava
abandonado – uma escola do Plano dos Centenários – que agora tem uma
utilização muito valorizadora, do edifício e até deste ordenamento que a
freguesia da Ponta Garça tem, na mobilização e concentração de jovens
em várias atividades”.