PSD/Açores quer “maior transparência” e “combate à corrupção” na região
8 de nov. de 2017, 18:49
— LUSA/AO online
"Nos
Açores precisamos fazer muito mais no âmbito da transparência, o
PSD/Açores já propôs dois pacotes de transparência, mas vai trabalhar e
apresentar muito mais propostas no âmbito da transparência que temos de
ter na Região Autónoma dos Açores, mas também no combate à corrupção",
sublinhou Duarte Freitas.O
líder do maior partido da oposição falava hoje aos jornalistas depois
de uma reunião com o Conselho Regional dos Açores da Ordem dos Advogados
onde assumiu como "missão" do PSD "o alerta e a chamada de atenção"
para "um maior equilíbrio de poderes e para uma democracia com mais
qualidade e transparência". "Temos
de ter mais, melhores e mais atempados planos de combate em relação aos
riscos de corrupção, precisamos de ter também mais capacidade a nível
regional e também das instâncias nacionais para seguirem, fiscalizarem, a
administração regional", sublinhou.Duarte
Freitas reuniu com a Ordem dos Advogados dos Açores no âmbito de uma
série de reuniões agendadas "com as forças vivas e a sociedade açoriana"
com vista à "preparação da discussão" do Plano e Orçamento dos Açores
para o próximo ano, onde assumiu "apresentar propostas de alteração"."O
PSD/Açores vai intervir e vai concretizar em termos discursivos no
âmbito do Plano e Orçamento, mas também em termos de propostas de
alteração medidas em todas as áreas/questões matriciais, de princípio do
PSD Açores, como melhor economia, mais sociedade e melhor democracia",
disse.Para o
líder do maior partido de oposição nos Açores, é preciso "acabar com uma
dependência" que, no passado, era "económica e, muitas vezes, social",
mas que, "hoje em dia, é quase psicológica dos açorianos em relação ao
poder que muitas vezes é exercido de forma não tão transparente como
devia"."Nos
Açores temos poucos equilíbrios de poderes, temos um défice de
equilíbrio de poderes temos uma administração regional, um setor público
empresarial regional, que tem um peso enorme relativamente muito maior
do que existe a nível nacional ou noutras democracias e, por isso, exige
também que outros contrapoderes possam ser exercidos", afirmou.