PSD/Açores quer dar prioridade à remoção de amianto das escolas da região
17 de fev. de 2021, 18:59
— Lusa/AO Online
“O PSD considera da maior
importância a remoção do amianto de espaços públicos, designadamente de
escolas, dada a toxicidade desse material e, portanto, o perigo que ele
representa para a saúde pública” e, por isso, vai “intervir,
recomendando ao Governo Regional, através de uma resolução”, que “dê
prioridade, agora que está a preparar o Plano e Orçamento para este ano,
e também na planificação para os anos seguintes” à remoção deste
revestimento das escolas da região.O
parlamentar falava aos jornalistas depois de uma visita à Escola Básica
Integrada dos Arrifes, no concelho de Ponta Delgada, um edifício onde
este problema ainda não foi resolvido.Para
o social-democrata, aquela escola é o exemplo de como “apesar de muitas
promessas, apesar de inscritas em muitos documentos oficiais, as
intenções socialistas não se concretizaram, com eventual prejuízo para a
comunidade, naquilo que diz respeito à funcionalidade do
estabelecimento, cuja degradação está bem à vista de todos, mas também
deixando intranquilos os que frequentam este estabelecimento, como
alunos, como funcionários ou como docentes”.Joaquim
Machado recorda que “terminou em julho de 2019 o prazo de dez anos que a
região havia fixado para a conclusão da remoção desses materiais de
estabelecimentos de ensino, sejam escolas, creches ou jardins de
infância”, e considera “oportuno e necessário fazer uma inventariação
dos trabalhos que ainda não foram concluídos, passados, sensivelmente,
12 anos e, mais grave do que isso, os casos em que as obras nem sequer
começaram, como é o caso aqui da escola dos Arrifes”.Há
ainda “outros dois casos em São Miguel em que as obras estão a
decorrer, nomeadamente a Escola Básica Integrada das Capelas e a de Rabo
de Peixe, cujas obras não estão concluídas, o que diz bem da
importância que as governações socialistas não deram a esta matéria”,
aponta o parlamentar.A empreitada na
escola dos Arrifes “já esteve várias vezes inscrita nos Planos e
Orçamentos da região e neste momento ainda está à espera do visto do
Tribunal de Contas para que efetivamente se possa passar à fase
definitiva da adjudicação e, depois, o arranque das obras”, refere.“Esta
é uma obra que, na carta de Obras Públicas da região, estava indicada
para se iniciar as obras no primeiro semestre de 2015”, sublinha o
deputado.