PSD/Açores quer ativação do fundo de compensação dos pescadores

30 de dez. de 2019, 17:56 — Lusa/AO online

Em causa estão “inúmeras baixas de rendimento que os pescadores têm vindo a sofrer devido às más condições climatéricas que há mais de um semana se fazem sentir nos Açores", afirma, em comunicado, o deputado na assembleia regional Jaime Vieira, para justificar "uma ativação imediata" do fundo. O Fundo de Compensação Salarial dos Profissionais da Pesca (Fundopesca) da região foi criado em 2002, com o objetivo de atribuir uma compensação salarial aos pescadores dos Açores em determinadas situações que os impeçam de exercer a sua atividade, como é o caso do mau tempo.O deputado social-democrata afirma que os pescadores vivem uma "situação de emergência", tendo em conta que "muitos já não vão para o mar há mais de um mês", pelo que é "incompreensível" que o fundo não tenha sido ativado "numa altura que os Açores foram atingidos por duas tempestades". "Esta é mais uma prova de que a atual legislação do Fundopesca não abarca o que deveria ser a verdadeira essência de um fundo de compensação salarial para os pescadores açorianos, pois a sua ativação é sempre muito morosa e, mesmo depois dessa ativação, os pescadores esperam imenso até receberem a compensação", considera Jaime Vieira, defendendo que os pescadores já deveriam ter sido compensados de forma a assegurar o sustento das famílias enquanto estão sem rendimento. Em 16 de dezembro, a Proteção Civil dos Açores alertou para o agravamento do estado do tempo nas nove ilhas do arquipélago, com previsão de vento, chuva e agitação marítima.No dia 19, a depressão Elsa atravessou o arquipélago, provocando 19 ocorrências em cinco ilhas, sem, contudo, se registarem feridos ou estragos avultados.Uma nova depressão passou pelos Açores em 24 de dezembro, provocando um aumento da intensidade da chuva e do vento nesse dia. Já no passado fim de semana, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) informou que prevê mau tempo nos Açores no fim do ano devido à passagem de uma superfície frontal fria, sobretudo nas ilhas do grupo Ocidental (Flores e Corvo), muita nebulosidade e períodos de chuva, com o vento a soprar com rajadas até 100 quilómetros por hora.