PSD/Açores pede ajuda aos açorianos e à oposição para combater a pandemia
Covid-19
26 de jan. de 2021, 16:53
— Lusa/AO Online
Numa intervenção no
plenário da Assembleia Legislativa dos Açores, que se reúne esta semana
em formato virtual, Pedro Nascimento Cabral começou por admitir que
este “tempo novo […] exige um forte empenho e elevada capacidade de
decisão ao atual executivo da Região Autónoma dos Açores”, sobre o qual
“recai a obrigação de resolver os inúmeros problemas que os anteriores
executivos da responsabilidade do PS” deixaram.“Com
um planeamento atempado e estratégico, o novo Governo Regional tem
defendido os açorianos, permitindo que a nossa região fique à margem do
caos que vemos no continente”, considerou, destacando “a capacidade de
estratégia e de ação” do executivo açoriano (de coligação
PSD/CDS-PP/PPM) “nas áreas da saúde e da educação, nos seus primeiros
meses de exercício”.Pedro Nascimento
Cabral destacou igualmente a “descida consolidada de novos casos de Covid-19” que se está a verificar no arquipélago, depois do aumento
ocorrido após o Natal e o Ano Novo.“O
Governo dos Açores necessita não só da colaboração do povo dos Açores
[…], mas também do empenho dos partidos da oposição”, defendeu.Em
resposta à declaração política de Nascimento Cabral, o deputado do
CDS-PP Rui Martins saudou a postura do Governo Regional, "que
introduziu, com mais clareza, medidas diferentes para aquilo que era
diferente” e defendeu que “quem tem responsabilidades políticas e
públicas tem de contribuir para uma boa disseminação e compreensão das
medidas que estão em vigor”.Já o
deputado do Chega Carlos Furtado admitiu que o executivo “tem tomado
medidas adequadas”, mas ressalvou que o sucesso no combate à Covid-19
nos Açores estará, normalmente, assegurado pela dispersão geográfica”,
afirmando que há anos que existem "cercas sanitárias, nove cercas", numa
referência às nove ilhas do arquipélago.Mais
críticos foram os deputados António Lima, líder parlamentar do BE, e o
deputado único da Iniciativa Liberal, Nuno Barata, que acusou o PSD de
seguir a “cartilha” do PS ao “tentar capitalizar” politicamente a
pandemia de Covid-19.“É, no mínimo, pouco
cauteloso tentar fazer […] dessas medidas de combate armas de arremesso
político e de capitalização de créditos políticos, porque aqueles
créditos políticos que se capitalizam agora, são aqueles que nos serão
cobrados depois”, afirmou o deputado da Iniciativa Liberal.Pelo
BE, António Lima defendeu que “manda a prudência e até o bom senso” que
exista “muita cautela e não se embandeire em arco com os resultados do
momento”, lembrando que “o vírus é traiçoeiro, de um momento para o
outro volta em força”.Em relação à
situação vivida no continente, o bloquista considerou que os Açores
devem demonstrar solidariedade para “com aqueles que vivem uma situação
dramática".A ronda de intervenções
terminou com o secretário regional da Saúde e Desporto, Clélio Meneses, a
realçar que o balanço apresentado diz respeito, “necessariamente, ao
momento”, e lembrando que, “a cada momento, tudo isto pode descambar”.Clélio
Meneses deixou ainda um apelo: “para não estigmatizarmos, para não
deixarmos cargas negativas sobre aqueles que já estão a sofrer por terem
sido vítimas da pandemia”.Pedro
Nascimento Cabral usou o seu direito de resposta para garantir que
ninguém está “a embandeirar em arco” e para deixar um “contraponto de
solidariedade com o país”.