PSD/Açores lamenta tratamento “de segunda” e admite não fazer campanha
Europeias
14 de mar. de 2019, 09:57
— Lusa/AO Online
A Comissão Política Nacional aprovou o
princípio de que nas eleições europeias as regiões autónomas passam a
ter um lugar nos lugares eleitos no mandato anterior e outro num “lugar
importante”, tendo atribuído à Madeira o sexto lugar e aos Açores o
oitavo, considerado já de muito difícil eleição.“A
primeira consequência é não indicarmos ninguém, porque não aceitamos
lugares de segunda”, afirmou Alexandre Gaudêncio, em declarações aos
jornalistas à entrada para o Conselho Nacional do PSD destinado a
aprovar a lista das europeias, que decorre hoje em Coimbra.O
líder do PSD/Açores salientou que existia a “legítima expectativa” de a
região ter um lugar elegível, quer devido à tradição existente no
partido, quer pelo nome que indicaram, o antigo presidente da Assembleia
da República João Bosco Mota Amaral.“Infelizmente,
esta tradição foi quebrada hoje, dissemo-lo olhos nos olhos em frente
ao líder do partido e em frente de toda a direção nacional que, a partir
deste momento, irá haver consequências políticas em relação à própria
campanha das europeias”, afirmou.Questionado
que consequências serão essas, Alexandre Gaudêncio disse que ainda
serão discutidas internamente, mas admitiu que “provavelmente será não
fazer qualquer campanha política nos Açores”.O
presidente do PSD, Rui Rio, anunciou hoje a proposta da Comissão
Política – que será votada esta noite pelo Conselho Nacional – para as
europeias de 26 de maio, que será encabeçada pelo eurodeputado Paulo
Rangel e terá como número dois a líder da juventude do Partido Popular
Europeu, Lídia Pereira.O PSD vai
apresentar às próximas europeias uma lista paritária, que integra como
número três o atual eurodeputado José Manuel Fernandes, a ex-ministra
Graça Carvalho em quarto e o presidente da Câmara da Guarda, Álvaro
Amaro, em quinto.A eurodeputada Cláudia
Aguiar, indicada pela Madeira, será a sexta candidata do PSD ao
Parlamento Europeu, seguida, no sétimo lugar – já considerado de eleição
incerta - pelo atual eurodeputado Carlos Coelho.Há
cinco anos, o PSD concorreu às europeias em coligação com o CDS-PP e
ficou em segundo lugar com 26,7% (7 eurodeputados, seis dos quais do
PSD), atrás do Partido Socialista.