PSD/Açores do lado do Governo para "consistência" das políticas
16 de set. de 2024, 15:24
— Lusa/AO Online
“O
PSD veio transmitir uma palavra de estímulo, de motivação e outra de
desafio”, disse o líder parlamentar do PSD/Açores, João Bruto da Costa,
em declarações aos jornalistas.O deputado
social-democrata açoriano falava no Palácio de Sant’Ana, em Ponta
Delgada, na ilha de São Miguel, após uma audiência com o presidente do
Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM), José Manuel Bolieiro, no âmbito do
processo de auscultação sobre as antepropostas de Plano e Orçamento
Regional para 2025.“O PSD é o maior
partido que suporta o Governo Regional. Estamos a trabalhar desde o
início em conjunto e, obviamente, que não será outra coisa de esperar do
que termos um Plano e Orçamento que vão ao encontro daquelas que são as
nossas preocupações e estaremos do lado do Governo a apoiar este Plano e
Orçamento”, reforçou o deputado.João
Bruto da Costa disse que o partido levou ao presidente do Governo
Regional palavras de “estímulo para se prosseguir com consistência
políticas que têm transformado para melhor os Açores, desde logo de ser a
região com os mais baixos impostos” e também para manter a Tarifa
Açores, como “forma de aproximar os açorianos e de dar mobilidade à
região”.O líder parlamentar do PSD/Açores
desafiou, no entanto, o Governo Regional “a enfrentar” a questão do
subfinanciamento da saúde como “uma prioridade”, apelando a
entendimentos nessa matéria.“Deixamos uma
palavra de motivação para um orçamento que seja bom para os Açores, que
seja mantido pelo diálogo social e também com os outros partidos
políticos, mas que traga efetivamente estabilidade, motivação para essa
estabilidade política e orçamental que tão importante é para a
concretização dos projetos no âmbito do Plano de Recuperação e
Resiliência (PRR)”, acrescentou.Bruto da
Costa salientou ainda a importância de ter “um orçamento em vigor”,
lembrando que, nos últimos sete meses, a região não teve orçamento,
governando “por duodécimos”.E, “nessa
medida, queremos dar motivação ao Governo para que possa executar com
estabilidade essas medidas relativamente ao PRR”, prosseguiu.Quantos
aos desafios, elencou o combate ao subfinanciamento do setor da Saúde,
justificando ser um assunto de “extrema importância para a região”.“Queremos
que o Governo tenha motivação para enfrentar esse desafio, que seja
feito não só através de receitas próprias, mas quer eventualmente
através de algum endividamento que não ponha em causa o equilíbrio das
finanças públicas nos Açores”, explicou, lembrando o incêndio, ocorrido
em maio, no Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, que
deixou a maior unidade de saúde dos Açores inoperacional. Esse
incêndio, segundo vincou, trouxe “ainda maiores desafios” à questão da
Saúde no arquipélago, defendendo que a Saúde "deve ser uma prioridade
deste orçamento para 2025" e reiterando a necessidade de "estabilidade
política" e orçamental.O executivo saído
das eleições legislativa antecipadas de 04 de fevereiro Governa a região
sem maioria absoluta no parlamento açoriano e, por isso, necessita do
apoio de outro partido ou partidos com assento parlamentar para aprovar
as suas propostas.No sufrágio de
fevereiro, PSD, CDS-PP e PPM elegeram 26 deputados, ficando a três da
maioria absoluta. O PS é a segunda força no arquipélago, com 23
mandatos, seguido do Chega, com cinco. BE, IL e PAN elegeram um deputado
regional cada, completando os 57 eleitos.