PSD/Açores diz que região não consegue convergir com UE e país
13 de nov. de 2019, 13:21
— Lusa/AO Online
“Apesar
de alguma demagogia vendida pelo Governo dos Açores, a verdade é que a
região não convergiu nem com a Europa nem com o país. Apesar de se ter
recebido mais transferências do Orçamento do Estado em 2019, e vai-se
receber em 2020, o Produto Interno Bruto (PIB) 'per capita' está abaixo
dos 90%”, declarou o deputado.O
parlamentar falava aos jornalistas na abertura das jornadas
parlamentares do partido, que decorrem hoje e na quinta-feira em Ponta
Delgada, na ilha de São Miguel, tendo como pano de fundo a proposta de
Plano e Orçamento do Governo Regional para 2020, que vai ser apreciado e
votado ainda este mês na Assembleia Legislativa Regional dos Açores.António
Vasco Viveiros considerou que a convergência falhou face ao que “era o
objetivo do quadro comunitário de apoio 2014-2020, em que o Governo
Regional fixou o objetivo de que o PIB 'per capita' se situasse entre
80% e 85% da média europeia”.Atualmente,
acrescentou, a percentagem é de “menos de 69%, não sendo num ano que se
vai recuperar o que não se conseguiu em seis anos”.Para
o parlamentar social-democrata, o Plano e Orçamento de 2020 “são
documentos de continuidade” em relação aos anos anteriores, “mantendo-se
os problemas dos açorianos que se apresentavam no início da
legislatura”, com uma perspetiva de resolução “claramente reduzida” em
2020.O deputado referiu que desde 2016 que
as receitas fiscais dos Açores aumentaram 20%, o que se traduz em mais
120 milhões de euros disponíveis em 2020, em termos comparativos com o
que esteve disponível na anterior legislatura regional (740 milhões de
euros).Porém, o Governo dos Açores, apesar
do “aumento das receitas fiscais, não promoveu a reposição do
diferencial fiscal em sede de IVA e IRS” (impostos sobre o consumo e o
rendimento singular, respetivamente).O
social-democrata apontou ainda que em 2020 os encargos com juros, rendas
e parcerias público-privadas, a par da reforço de capital da
transportadora aérea SATA, “representam quase 90% do IRS que os
açorianos vão pagar”.