PSD/Açores diz que PS é “porta-voz do populismo e do alarmismo” na área da saúde
21 de nov. de 2024, 12:02
— Lusa/AO Online
A
deputada e vice-presidente do grupo parlamentar do PSD/Açores Délia
Melo, citada numa nota de imprensa do partido, afirmou que o PS é
“incapaz de apresentar propostas concretas” para o Hospital Divino
Espírito Santo (HDES), que foi atingido por um incêndio a 04 de maio.“O
PS de Francisco César [líder regional dos socialistas açorianos]
continua a ser incapaz de apresentar propostas concretas para a
recuperação e retoma plena da atividade do HDES. O deputado Francisco
César é contra o hospital modular, mas não apresenta nenhuma solução
alternativa. O PS tornou-se no porta-voz do populismo e do alarmismo na
área da Saúde”, afirmou.A reação do PSD
açoriano surge depois de o líder do PS/Açores ter visitado o HDES
e criticado o “amadorismo” do Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) no
processo de reconstrução do hospital.“O
que nos preocupa é que temos uma infraestrutura que está em parte
paralisada, em que não foram feitas obras, e temos soluções de recurso
que estão neste momento a prestar um serviço à população que não é um
serviço que nos agrada e que não é bom”, declarou Francisco César.O
líder dos socialistas considerou que existem “mais dúvidas do que
respostas” no processo de reconstrução daquela unidade de saúde,
criticando a falta de rumo do executivo açoriano.Também
frisou que a construção do hospital modular “não era a solução
consensual” no anterior conselho de administração e revelou que a atual
direção do HDES pretende ampliar aquela infraestrutura, que ainda não
tem todos os serviços operacionais.“O
serviço de urgência do hospital modular já vai ser ampliado em relação à
sua solução inicial porque não foi pensado para o pico do inverno e
para as respostas que eram necessárias dar”, alertou.A social-democrata Délia Melo lembrou que, após o incêndio de 04 de
maio, “a preocupação do Governo Regional foi assegurar a continuidade da
prestação de cuidados de saúde aos doentes e a retoma de funcionamento
do HDES”.“A opção pela construção de um
hospital modular não foi uma decisão política, mas uma decisão técnica,
tomada pelo Governo Regional depois de ouvida a direção clínica do HDES,
a Ordem dos Médicos, a Ordem dos Enfermeiros, a Comissão de Catástrofe e
a equipa de engenheiros do Hospital de Santa Maria, de Lisboa, que
visitou o HDES e partilhou a sua larga experiência, num trabalho de
inegável qualidade”, justificou.Segundo a
vice-presidente do grupo parlamentar do PSD/Açores, a construção do
hospital modular “é a solução mais rápida para retomar a prestação de
cuidados de saúde no HDES, cujo funcionamento foi severamente afetado
pelas devastadoras consequências do incêndio”.“A
retoma da atividade e a entrada em funcionamento, de modo faseado, do
hospital modular, tem por objetivo assegurar a total segurança na
prestação de cuidados de saúde, bem como a segurança dos profissionais
de saúde e colaboradores do HDES”, explicou.A
parlamentar social-democrata lembrou ainda que, “apesar do cenário de
calamidade, foi possível manter as taxas de mortalidade sem qualquer
aumento, comparativamente com o período homólogo, apesar de todas as
contrariedades e dificuldades”.Para Délia
Melo, “o PS transformou o incêndio no HDES num instrumento de combate
político, quando deveria preocupar-se com a prestação de cuidados de
saúde aos açorianos e apresentar soluções para que os Açores possam
superar esta tragédia”.