PSD/Açores diz que orçamento da região para 2021 “é o mais plural e democrático” da autonomia
15 de abr. de 2021, 12:23
— Lusa/AO Online
"Somámos as
nossas propostas às propostas dos partidos que nos acompanham na
governação [PSD, CDS-PP e PPM], mas também dos partidos com os quais
firmámos compromissos parlamentares [Chega e IL], num processo que se
desenvolveu de modo aberto, dinâmico e construtivo", sublinhou o
deputado social-democrata, em conferência de imprensa, na Horta,
afirmando não ter dúvidas de que "é o orçamento mais plural e
democrático da história da autonomia".Para
Pedro Nascimento Cabral, as propostas de Plano e Orçamento do executivo
de direita, que voltou ao poder na região ao fim 24 anos na oposição,
reflete também a opinião maioritária do povo açoriano, que votou numa
nova solução governativa."Não pode haver
orçamento mais construtivo do que aquele que reflete a voz de quem votou
conscientemente num projeto alternativo à longa governação do partido
socialista", insistiu o líder parlamentar do PSD, no início das jornadas
parlamentares que os sociais-democratas estão a efetuar na ilha do
Faial até sexta-feira.Para a bancada do
PSD no parlamento açoriano, acrescentou, o atual Plano e Orçamento, cuja
discussão e votação vai decorrer na próxima semana, tem como objetivo
"combater anos de atraso" no desenvolvimento da região, e acabar com as
"dependências que as políticas socialistas" impuseram. "Pretendemos
dignificar a saúde, percorrer novos caminhos na educação, apoiar as
famílias, combater a pobreza, afastar a exclusão social, correr com as
dependências, acentuar a solidariedade social, estimular o crescimento
da economia, revolucionar os transportes marítimos e aéreos, aproximar
os açorianos, apostar na agricultura, nas pescas e no turismo, proteger o
nosso mar, entre tantos e tantos outros desafios importantes para o
desenvolvimento das nossas Ilhas", destacou.Pedro
Nascimento Cabral criticou também os socialistas por ainda não se terem
apercebido que estão agora na oposição, dando como exemplo, as
declarações "absurdamente descabidas" do líder da bancada socialista e
presidente do último governo regional do PS, Vasco Cordeiro, a propósito
das propostas de Plano e Orçamento para este ano."Vasco
Cordeiro parece que ainda não percebeu que o seu tempo político
terminou. Ainda não entendeu que a maioria dos açorianos reprovou as
políticas, ou melhor, a falta delas, que Vasco Cordeiro fingia que
imprimia nas governações da sua exclusiva responsabilidade", lamentou o
líder da bancada do PSD. No seu entender,
basta trazer ao debate a "monstruosa" dívida no setor da saúde, a
"vergonhosa" lista de espera de cirurgias, ou os "milhares" de açorianos
sem médico de família, nos governos socialistas na região, para
comprovar os insucessos das políticas do PS."Lembrar
também que Vasco Cordeiro e o seu governo, foram responsáveis pela
falência do combate à pobreza e exclusão social, o que faz que sejamos a
região que tem o maior índice de pobreza do país", recordou ainda Pedro
Nascimento Cabral, referindo-se também à "má gestão" socialista em
relação às contas públicas e ao ‘dossier’ da transportadora aérea SATA,
por exemplo.Para o líder parlamentar
social-democrata, Vasco Cordeiro não deixou apenas uma "herança", mas
sim um "enorme e enredado passivo" que os açorianos têm agora de pagar e
cuja "prescrição, ao contrário do que sucede em outras áreas, aqui não
tem lugar".