PSD/Açores considera "urgente" que Azores Airlines retome processo de privatização
1 de out. de 2019, 15:28
— Lusa/AO Online
“Neste momento, o mais
urgente é retomar-se o processo de privatização dos 49% para que este
processo fique resolvido o quanto antes. E depois tem de haver uma
administração capaz e que, acima de tudo, perceba do negócio e que não
seja só um capricho do presidente do Governo [Regional] a nomear pessoas
que pouco ou nada percebem do setor”, adiantou, em declarações à Lusa.As
duas companhias aéreas da SATA registaram no primeiro semestre de 2019
um prejuízo de 27,9 milhões de euros, cabendo à Azores Airlines - que
voa de e para fora dos Açores - a maior fatia (25,4 milhões), segundo
revelou, esta segunda-feira, em conferência de imprensa, o presidente do
conselho de administração da empresa, António Teixeira. Sem
uma recapitalização e a "implementação cabal" de várias medidas,
admitiu ainda António Teixeira, o grupo SATA "terá sérias dificuldades
em apresentar resultados positivos", o que condicionará um "serviço de
transporte aéreo mais eficiente e competitivo".Para
o líder regional social-democrata, estes números comprovam que o
presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro, “falhou novamente”. “Desde
que Vasco Cordeiro é presidente do Governo, a SATA está literalmente a
afundar-se num buraco sem fim”, afirmou, acusando o presidente do
executivo açoriano de ser “o grande responsável” pela situação atual da
empresa.Segundo Alexandre Gaudêncio, o
rumo que a empresa está a tomar merece “preocupação”, porque só no
primeiro semestre do ano já foi ultrapassado o volume de prejuízo
previsto para todo o ano.“Foi dito
publicamente no ano passado que o ano de 2019 teria metade dos prejuízos
que a SATA teve em 2018. Só no primeiro semestre deste ano já se
ultrapassou toda a previsão que se tinha para o ano todo de 2019”,
avançou.O líder do PSD/Açores considerou
que a situação financeira do grupo SATA resulta de “uma política errada
de estratégia de promoção dos Açores em outros destinos, que em nada
favoreceram os açorianos”.“Primeiro estão
os Açores e primeiro estão os açorianos. Nós temos percorrido todas as
ilhas e temos inúmeros casos de pessoas que não conseguem sair das suas
ilhas por razões diversas, desde a questão da saúde, por exemplo, em que
há muita gente que não consegue ir a uma consulta de urgência fora da
sua ilha, porque não há lugar nos aviões”, apontou.Nesse
sentido, disse ser “urgente” que a empresa retome o processo de
privatização de 49% da Azores Airlines e que dê “estabilidade aos mais
de 1400 funcionários”.“Este assunto está no segredo dos deuses e não se sabe neste momento o ponto de situação”, criticou. Em 2018, a SATA registou um prejuízo de 53,3 milhões de euros, um agravamento de 12,3 milhões face ao ano de 2017.