PSD/Açores acusa líder do PS de fazer politiquice com a saúde dos açorianos
30 de set. de 2024, 14:52
— Lusa/AO Online
Em comunicado, os
sociais-democratas, que lideram o Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM),
afirmam que o líder nacional do PS “está mal informado sobre a realidade
dos Açores”, realçando que o “primeiro levantamento dos prejuízos” no
Hospital Divino Espírito Santo (HDES) foi anunciado a 22 de maio, “três
semanas após o incêndio”.Na nota de
imprensa, assinada pelo líder parlamentar, João Bruto da Costa, o
PSD/Açores lembra que no orçamento da região para 2024 “foi aprovada,
com o voto favorável dos deputados do PS, uma proposta de alteração que
criou uma rubrica de 24,3 milhões de euros para a recuperação do HDES”.“Apesar
de mal informado sobre a situação do HDES, o secretário-geral do PS não
resistiu a fazer politiquice com a saúde dos açorianos”, condena Bruto
da Costa.No domingo, o secretário-geral do
PS criticou o Governo dos Açores devido à demora em fazer o
levantamento dos prejuízos do incêndio no HDES e acusou o executivo
açoriano de “insensibilidade social” devido à redução dos beneficiários
do Rendimento Social de Inserção e à aprovação, por parte do PSD, da
recomendação do Chega para priorizar as crianças com pais trabalhadores
no acesso à creche.“[Passaram] cinco meses
e o governo foi incapaz de concluir o levantamento do estado e dos
prejuízos do hospital de Ponta Delgada. Não é o do reabilitar. Não somos
irrazoáveis, sabemos o que é governar. Não está é o levantamento dos
prejuízos feito”, declarou Pedro Nuno Santos, falando no 19º. Congresso
Regional do PS/Açores.Em reação, o
PSD/Açores lembra ainda que o Governo Regional entregou na Assembleia
Legislativa, a 05 de julho, “uma série de relatórios, nomeadamente
sobre os custos resultantes do incêndio no HDES e o montante da despesa
com a construção do hospital modular”.Os
sociais-democratas acusam Pedro Nuno Santos de “também desconhecer a
realidade social e económica dos Açores”, uma vez que o arquipélago “tem
hoje a maior população empregada de sempre”.O
partido destaca o crescimento da economia açoriana “há 39 meses
consecutivos” para justificar a “redução de 50,2% no número de
beneficiários do Rendimento Social de Inserção nos Açores desde novembro
de 2020”.“A opção socialista de manter os
açorianos de mão estendida revelou-se um fracasso. Já os indicadores
atuais revelam que a região está agora no bom caminho, comprovando-se a
motivação da coligação PSD/CDS/PPM [no Governo Regional] no combate à
pobreza e exclusão social, com políticas de criação de riqueza e
emprego”, lê-se no comunicado.O PSD/Açores
visa ainda Pedro Nuno Santos por ter “ignorado os interesses” da região
enquanto foi ministro do Governo da República “mais centralista de
sempre”.“Enquanto governante, Pedro Nuno
Santos adiou o processo do novo cabo submarino de telecomunicações entre
os Açores e Portugal continental e deixou na gaveta a revisão das
Obrigações de Serviço Público de transporte aéreo para as ilhas do
Faial, Pico e Santa Maria”, conclui o partido que lidera o executivo
açoriano desde 2020.