PSD acompanha PAN no pedido de renegociação do contrato
Novo Banco
24 de mai. de 2022, 16:35
— Lusa/AO Online
O PAN
apresentou uma proposta de alteração do Orçamento do Estado para 2022
(OE2022) sobre a renegociação dos montantes e termos das transferências
de fundos públicos para o Novo Banco. No
debate em plenário, o deputado do PSD Hugo Carneiro considerou que a
proposta presentada pelo PAN é uma proposta que “faz todo o sentido”,
recordando que os sociais-democratas têm vindo a pronunciar-se sobre a
necessidade de renegociação.“Julgo que é
necessário o atual ministro das Finanças renegociar este contrato [do
Novo Banco]. Não houve o bom senso do anterior ministro das Finanças,
que vendeu o banco. Esperamos que o novo ministro das Finanças haja essa
capacidade”, disse.O parlamentar do PSD
argumentou: “Não podemos aceitar que não se faça um reequilíbrio
contratual, um reequilíbrio financeiro do contrato perante esta ameaça
que pesa sobre a despesa pública e sobre todos os portugueses”. Para o PSD, o Novo Banco “é o elefante na sala há muito tempo”. “Isso
só acontece por causa de todo o dinheiro que o Estado ou o Fundo de
Resolução (FdR) têm vindo a injetar no Novo Banco. Isto acontece
independentemente desse dinheiro muitas das vezes ser escrutinado se ele
verdadeiramente é devido. Acontece porque houve um contrato ruinoso
celebrado entre o governo do Partido Socialista e a Lone Star para
vender o banco”, disse. Também a deputada
única do PAN Inês Sousa Real defendeu que a proposta apresentada é “da
mais elementar justiça e proporcionalidade”. “É
preciso que se renegoceie o contrato não só apenas naquilo que são os
montantes a investir, mas também nos termos em que são investidos. Tem
de existir transparência, que é algo que não aconteceu”, vincou.A parlamentar justificou que o Tribunal de Contas já alertou que podemos gastar até 10 mil milhões de euros com o Novo Banco. “O
dinheiro que é dos portugueses, que podíamos estar a servir para
estarmos a discutir um maior alargamento de escalões de IRS ou até mesmo
os aumentos salariais ou das pensões, esteja a ir mais uma vez para a
banca”, disse. A proposta do PAN refere
que “mais do que uma possibilidade, é dever do Governo renegociar os
acordos de venda do Novo Banco e notificar a Comissão Europeia dos
resultados de tal renegociação”. “Durante o
ano de 2021, o Governo, na estrita defesa do interesse público, realiza
todas as diligências necessárias a um processo de renegociação dos
contratos, acordos, compromissos e outros documentos que vinculam o
Estado no âmbito da venda do Novo Banco, S.A. e do mecanismo de
capitalização contingente que lhe está associado”, pode ler-se na
iniciativa do PAN.