PS/Terceira alerta para quebra de dormidas turísticas na ilha em junho e julho
10 de set. de 2025, 11:48
— Lusa/AO Online
“Em
junho, a Terceira foi a única ilha dos Açores a perder dormidas, sendo
que em julho repetiu-se a tendência negativa, com uma redução de 1,8%,
enquanto no conjunto da região se verificou um crescimento de 2,5%”,
lê-se em comunicado de imprensa.Os
dirigentes socialistas reuniram-se com o comité da ilha Terceira da
Associação Regional do Alojamento Local e adiantaram que há empresários
que ponderam “extinguir postos de trabalho ou recorrer ao ‘lay-off’” no
próximo inverno, “qualificado pelos agentes do setor como o pior inverno
dos últimos cinco anos, com menos voos internacionais dos que havia no
início de 2020”.Pelas contas do PS/Terceira, em junho e julho deste ano, a ilha perdeu 2.591 hóspedes e 2.795 dormidas face ao período homólogo.“Estes
números, divulgados pelo Serviço Regional de Estatística (SREA),
demonstram que a Terceira não está a acompanhar o crescimento dos
Açores. Enquanto outras ilhas reforçam o seu peso no setor, a Terceira
estagna, apesar de possuir maior oferta de camas e novos projetos em
curso”, alertaram os dirigentes socialistas.A
redução, segundo o PS/Terceira, “decorre da falta de acessibilidades
aéreas diversificadas, com rotas instáveis e pouco consistentes”, mas
também da “quebra do mercado nacional, que caiu 6% em julho a nível
regional e tem particular impacto na Terceira", e da “ausência de uma
estratégia promocional diferenciada, que valorize o património cultural e
a identidade única da ilha”.“A Terceira
não pode viver de propaganda estatística, sendo que os números de
passageiros em escala não correspondem a turismo e não deixam rendimento
na ilha”, criticaram os dirigentes socialistas.Defenderam,
por isso, que a ilha “precisa de uma estratégia clara e consistente
para voltar a crescer”, alegando que pode estar em causa a
sustentabilidade futura do setor.“É
urgente apostar na estabilidade das ligações aéreas, reforçar a promoção
externa, captar o mercado nacional e criar produtos turísticos que
combatam a sazonalidade, atempadamente e não em cima do joelho. Só assim
se conseguirá inverter a atual tendência e devolver competitividade ao
destino Terceira”, apelaram.