PS/Terceira alerta para quebra de dormidas turísticas na ilha
25 de mai. de 2023, 12:55
— Lusa/AO Online
“Pelo segundo mês
consecutivo, no ano de 2023, a ilha Terceira teve quebras nos seus
números relativos às dormidas turísticas”, afirmou o membro do
secretariado da Terceira do PS Luís Leal, numa conferência de imprensa
em Angra do Heroísmo. Segundo o dirigente
socialista, que citou dados do Serviço Regional de Estatística dos
Açores (SREA), em fevereiro, a Terceira registou uma quebra no turismo
de 21%, equivalente a 5.304 dormidas, face ao mesmo mês de 2020
(pré-pandemia de covid-19), e, em março, baixou 18% em relação ao mesmo
mês de 2022, contabilizando menos 5.681 dormidas.De
acordo com os dados do SREA, a nível regional, os Açores registaram, em
março, uma subida de 19,8% nas dormidas nos diferentes tipos de
alojamentos turísticos, face ao período homólogo.No
entanto, Graciosa, Terceira, Corvo e São Jorge registaram quebras nas
dormidas em hotelaria, tipologia que registou mais de metade das
dormidas turísticas da região nesse mês."Ao
contrário do que acontece no país, na Europa e até noutras ilhas da
região, na ilha Terceira o turismo está a diminuir significativamente, o
que constitui uma dificuldade acrescida ao desenvolvimento da nossa
ilha e uma maior perda de importância no contexto regional", frisou o
membro do secretariado da Terceira do PS.Luís
Leal acusou o Governo Regional de não ter “uma estratégia promocional
conjunta estruturada, enquanto arquipélago”, alegando que os voos que se
destinavam à Terceira “passaram a ser canalizados para outra ilha” ou
foram “suspensos”.“A redução do turismo na
ilha Terceira explica-se com a redução de operações aéreas para a
Terceira com destinos estrangeiros, a redução de ligações da Ryanair [e]
o término dos encaminhamentos gratuitos entre ilhas, o que permitia que
um turista viajasse para a ilha de São Miguel, por exemplo, se o seu
destino final fosse a Terceira e não pagaria mais por isso”, salientou.O
dirigente socialista defendeu que é necessário “um investimento
público” para assegurar que os investimentos dos empresários do setor do
turismo na Terceira não são “prejudicados” e uma maior aposta na
promoção da ilha como “destino acessível todo o ano”.“É
importante a aposta nos meses de inverno na quebra da sazonalidade, que
assegure uma oferta estável, como um destino coeso que assegure postos
de trabalho e que os consiga pagar com bons vencimentos. É necessário
que a oferta se mantenha estável durante todo o ano”, vincou.Para
Luís Leal, é preciso reforçar as ligações aéreas da Terceira com outros
destinos turísticos e manter as existentes, bem como “melhorar a aposta
na promoção externa” e criar “novos produtos turísticos para a ilha”.“A
continuar o abandono e o desinvestimento do Governo dos Açores na ilha
Terceira, os empresários ficam a perder, os trabalhadores do setor
prejudicados, o destino enfraquecido e a ilha Terceira continua a ficar
para trás, também, no setor turístico”, criticou.