PS tem de se afirmar como alternativa política para os Açores
Hoje 16:29
— Lusa/AO Online
Francisco César, que falava aos jornalistas em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, no arranque das jornadas parlamentares da estrutura partidária, disse que a sua presença serviu para dizer aos deputados socialistas açorianos que “este é um ano em que o Partido Socialista e o seu grupo parlamentar devem privilegiar, em detrimento de ser um partido tradicional da oposição, ser um partido essencialmente de construção”. “O Partido Socialista tem que se afirmar como partido de construção de uma alternativa política para os Açores, porque o caminho que temos vindo a seguir, do ponto de vista da governação regional, tem sido um caminho marcado por insucesso”, afirmou.Na sua leitura, o insucesso verifica-se no turismo, com “quebras sucessivas no número de dormidas, no número de viagens para os Açores”, o que “está a penalizar a economia regional”.Também na agricultura, acrescentou, se constatam “quebras sucessivas”, com dívidas aos agricultores, com o preço do leite a descer e com o consumo a decrescer, também com impacto na economia, e os pescadores da região “estão em dificuldades por dívidas do Governo Regional, por baixa do preço de vendas”, situação que penaliza o seu rendimento.“E nós, quando olhamos para os indicadores de atividade económica, verificamos que a economia está praticamente estagnada. E nós estamos numa fase em que os Açores estão parados enquanto o resto do país e o resto da Europa continuam a andar para a frente. Para além disso, nós percebemos que o custo de vida está cada vez maior”, apontou Francisco César.Segundo o líder socialista, qualquer açoriano sabe que para conseguir casa “está cada vez mais difícil” e o preço dos combustíveis “penaliza fortemente a sua vida”.Para Francisco César, é necessário agir e o PS, nesta legislatura, “tem que continuar a afirmar-se como um partido que tem soluções”.Considerou ainda que o partido tem que ter a capacidade para fazer propostas para diminuir as dificuldades que as pessoas têm no âmbito do custo de vida, seja no preço dos combustíveis, seja no apoio ao cabaz alimentar, seja no apoio aos estudantes. “Mas temos que ter a capacidade de ir mais além também - no âmbito da agricultura ter medidas que ajudem os agricultores, mas também ter capacidade de transformação no âmbito das pescas”, defendeu.O PS, referiu, tem de afirmar a sua “capacidade de propositura” para que os açorianos compreendam que “não é apenas um partido que quer ou que está contra o Governo [Regional]”.“É sobretudo um partido que está a construir soluções a favor dos açorianos. E este dia marca o início do ano parlamentar e contamos com o grupo parlamentar para podermos afirmar essa alternativa política”, vincou.Nas declarações aos jornalistas, o político salientou que o Governo Regional tem “que se mostrar disponível ou não para trabalhar” com o PS.“Há um conjunto de áreas em que nós estamos disponíveis para fazer esses consensos, porque há matérias em que as pessoas não compreenderão que os dois maiores partidos estejam de costas voltadas”, disse.E rematou: “Se o Governo [Regional] estiver disponível, estamos naturalmente prontos para nos sentarmos e negociarmos. Se não estiver disponível, faremos aquilo que temos feito, propomos. Depois, no parlamento, logo se fará quem está de acordo ou quem não está de acordo".