PS questiona Governo sobre edifício da antiga repartição de Finanças da Ribeira Grande
Hoje 15:28
— Lusa/AO Online
“É
fundamental que o Governo da República assuma as suas responsabilidades
relativamente ao património imobiliário do Estado nos Açores, sobretudo
quando a sua degradação coloca em causa a segurança pública, a
conservação urbana e entidades terceiras diretamente afetadas por
situações de abandono”, afirmou o deputado do PS e líder regional do
partido nos Açores, Francisco César, citado numa nota de imprensa.O
PS entregou um requerimento na Assembleia da República, dirigido ao
Ministério das Finanças, exigindo esclarecimentos sobre as
responsabilidades do Estado, as avaliações técnicas realizadas e as
medidas urgentes previstas para salvaguardar a segurança de pessoas e
bens.No requerimento, Francisco César
sublinha que o património imobiliário do Estado “deve ser objeto de uma
gestão responsável”, não apenas enquanto ativo público, mas também
enquanto elemento com impacto direto na segurança, na salubridade, na
conservação urbana e na proteção do património edificado envolvente.O
líder dos socialistas açorianos recorda que, na Ribeira Grande, “tem
sido publicamente denunciado o avançado estado de degradação do edifício
onde se localizam a Igreja do Senhor dos Passos e a antiga repartição
das Finanças, com particular preocupação ao nível dos tetos e dos
telhados”.Acrescenta que a igreja é zelada
pela respetiva Irmandade, que tem procurado assegurar a sua
conservação, mas que se encontra limitada quanto à recuperação
estrutural do imóvel, uma vez que o edifício é propriedade do Estado.Francisco
César quer saber se o Ministério das Finanças tem conhecimento do
"avançado estado de degradação do edifício", em particular dos tetos e
telhados, bem como dos riscos de ruína, infiltrações, insalubridade e
danos para o património religioso ali existente.O
deputado eleito pelos Açores questiona ainda se foram realizadas, nos
últimos anos, vistorias, avaliações técnicas ou relatórios sobre o
estado de conservação e segurança do imóvel e, em caso afirmativo, quais
foram as conclusões e que medidas foram recomendadas.O
socialista questiona também que articulação está prevista entre o
Ministério das Finanças, outras áreas governativas da República, o
Governo Regional dos Açores, a Câmara Municipal da Ribeira Grande e a
Irmandade do Senhor dos Passos para “encontrar uma solução definitiva
para o edifício”.O deputado do PSD/Açores
na Assembleia da República Paulo Moniz também abordou o assunto, na
semana passada, junto do ministro da Economia e da Coesão Territorial,
numa audição regimental da Comissão de Reforma do Estado e Poder.Segundo
uma nota de imprensa do PSD/Açores, Paulo Moniz referiu que o antigo
edifício das Finanças e do Hospital da Ribeira Grande “apresenta, desde
há muitos anos, um elevadíssimo grau de deterioração, sendo mesmo um
perigo permanente”.“Põe em causa a
segurança dos transeuntes e, além disso, e por ser contíguo à Igreja da
Misericórdia - a Igreja do Divino Espírito Santo -, está a provocar
danos cada vez maiores à estrutura da mesma, que é cuidada, há 177 anos,
pela Irmandade do Senhor dos Passos da Ribeira Grande, que a vai
mantendo em funcionamento, mas que se vê a braços com uma situação que
já não é sustentável”, explicou.O
parlamentar disse que é “muito importante” fazer um ponto de situação do
processo, para que se tenha uma ideia concreta para que o problema,
“que se arrasta há muitos anos”, possa ter uma resolução.“Foi
muito importante retirar este edifício da situação patrimonial de
dependência do Ministério das Finanças, e agora é necessário concretizar
o caminho apontado pelo Governo, integrando o imóvel no programa
Revive, para que seja reabilitado”, referiu Paulo Moniz.