PS quer apreciação parlamentar de decreto sobre salários na Secretaria-Geral do Governo
30 de dez. de 2024, 18:00
— Lusa/AO Online
“Apesar de não
ser matéria de reserva da Assembleia da República, a definição do quadro
remuneratório do pessoal dirigente – em particular com regras de
exceção que permite a dirigentes perceber mais do que o Presidente da
República – é aconselhável que o Parlamento seja parte na decisão desta
matéria”, afirma o PS, em comunicado.Na
sexta-feira, o gabinete do primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou a
nomeação do ex-administrador do Banco de Portugal Hélder Rosalino como
secretário-geral do Governo, tendo no dia seguinte sido noticiado que o
antigo secretário de Estado da Administração Pública do governo de Pedro
Passos Coelho iria ter um vencimento de cerca de 15 mil euros, mantendo
assim a remuneração.A manutenção do
vencimento de origem só foi possível graças ao decreto-lei publicado na
quinta-feira em Diário da República e que agora o PS anunciou que ia
pedir a apreciação parlamentar.Os
socialistas pedem a apreciação parlamentar deste diploma “para que o
Governo possa esclarecer o critério de oportunidade desta alteração
legislativa e a sua justificação à luz de critérios gerais e abstratos”.O
decreto-lei aprovado em dezembro altera, ao fim de cinco meses, o
estatuto remuneratório dos dirigentes da Secretaria-Geral do Governo.