PS: "Não é possível reconhecer todo o tempo de serviço" no descongelamento de carreiras
OE2018
17 de nov. de 2017, 12:04
— Lusa/AO online
"Reconhecemos
que não é possível reconhecer o tempo todo de serviço, mas [é preciso]
encontrar um mecanismo suficientemente dilatado no tempo para que, sem
apagar o passado e sem comprometer o futuro, [seja possível] reconhecer
essa dívida que, num certo sentido, o Estado tem para com essas
carreiras, mas também o direito que o país tem de ter finanças sólidas
para o futuro", afirmou João Galamba.Os
deputados da comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Modernização
Administrativa estão hoje a ouvir e a questionar o ministro das
Finanças no último dia da discussão da especialidade da proposta de
Orçamento do Estado para 2018 (OE2018), que é também o prazo para que os
partidos apresentem propostas de alteração ao documento orçamental.Sem
avançar detalhes, Mário Centeno afirmou que o Governo está a negociar
na direção indicada pelo deputado socialista: "Não podemos imaginar que
uma negociação é um processo que apenas tem um lado. Estamos a negociar
no sentido do que disse e preservando todos os princípios que disse - de
sustentabilidade e de responsabilidade - mas também no sentido de
atender às ambições de quem está sentado à nossa frente", concluiu.Na
intervenção inicial, o governante já tinha dito que quase 50% dos
professores vão ter progressões na carreira e mais de 7.000
recém-contratados vão ser colocados nos escalões previstos em 2018,
medidas que vão custar mais 115 milhões de euros.Mário
Centeno afirmou que são 46.000 os professores abrangidos pela
progressão de carreiras no próximo ano e que 7.000 recém-contratados
"vão ser recolocados nos escalões a que têm direito".O
ministro das Finanças disse também que, quanto ao descongelamento de
carreiras na administração pública previsto na proposta orçamental, "nas
carreiras em que o tempo conta [como é o caso dos professores], o que
este orçamento faz é repor o cronómetro a funcionar".