PS na Câmara de Ponta Delgada apresenta medidas de combate a efeitos da pandemia
Covid-19
3 de jun. de 2020, 09:45
— Lusa/AO Online
No documento, os socialistas apelam à união entre “Governo [Regional],
autarquias, empresas, trabalhadores, organizações patronais e
sindicatos, para que, assentes numa visão estratégica sobre o futuro”,
se possa enfrentar a “tarefa gigantesca de reconstruir a economia”.As
21 propostas, adiantou à agência Lusa o vereador Vítor Fraga, “implicam
uma reafetação de 7%, cerca de 3,7 milhões de euros, do orçamento
municipal”, mas o partido demonstrou disponibilidade para estudar “as
alterações orçamentais que venham a ser necessárias para viabilizar
estas ou outras medidas que possam ajudar as empresas, os homens e as
mulheres do concelho de Ponta Delgada”.Os
quatro vereadores do PS na Câmara Municipal de Ponta Delgada, presidida
pelo social-democrata Humberto Melo, sugerem a isenção da componente
fixa na tarifa da água, saneamento e resíduos sólidos, até ao final do
ano, às famílias que tenham perdido pelo menos 30% do seu rendimento e a
empresas que operam na cidade, à exceção de empresas públicas, da banca
e de seguros.Segundo os socialistas, às
famílias de Ponta Delgada que usufruam deste instrumento deve ser
garantido um vale de educação de 75 euros mensais por filho com idade
até aos 12 anos e devem ser atribuídos dois lugares de estacionamento
gratuito para quem habite no centro histórico da cidade, bem como um
passe para a utilização do serviço de minibus a cada membro.As
propostas incluem, ainda, a isenção de rendas nas concessões municipais
para atividades turísticas e comércio tradicional e a isenção de taxas
de ocupação do espaço público com esplanadas e similares, publicidade,
feiras e mercados e de pagamento de taxa de ruído, bem como a isenção do
pagamento da taxa de derrama de 2020, “desde que mantenham o nível
líquido de emprego desde março, a empresas, exceto empresas públicas
bancos e seguradoras, até ao final do ano”.Aos
bares, restaurantes e similares deve ser permitida a expansão de
lugares de esplanada e a criação de esplanadas nos estabelecimentos que
ainda não as tenham, “desde que salvaguardada a segurança e a circulação
na via pública”.Como regime de apoio à
criação de emprego, é sugerida uma redução das taxas municipais, durante
três anos, na proporção do número de postos de emprego criados: de 25%
para de três a cinco postos de trabalho; de 50% para de seis a 20;
isenção total para mais de 20 postos de trabalho criados.Defendem
ainda a criação do Centro de Empreendedorismo – PDL Startup e do PDL
Business Hub, uma estrutura de suporte às atividades económicas e à
inovação empresarial, com o objetivo de dar “aconselhamento técnico
preliminar e análise de viabilidade empresarial, assim como
acompanhamento, gestão e estruturação de planos de negócios”.Ponta
Delgada deve tornar-se numa “Smart City”, segundo o partido,
desenvolvendo um “programa de desmaterialização dos serviços
desenvolvidos pelo município”, aponta o documento.