“PS impede apoio social extraordinário a quem está totalmente desprotegido”
Covid-19
26 de mai. de 2020, 13:04
— Susete Rodrigues/AO Online
De acordo com comunicado,
a proposta do apoio social extraordinário, destinada às pessoas que
se encontram em situação de grave carência económica e que não
estão abrangidas por qualquer medida de apoio do Governo da
República nem do Governo Regional para fazer face à atual crise e,
para que “ninguém fique para trás”, foi rejeitada no parlamento
apenas com o votos contra do PS, que tem maioria absoluta.
Citado no mesmo
comunicado, o deputado Paulo Mendes explica que em
causa está quem, “por desempenhar uma atividade profissional
intermitente ou em horário reduzido – por vezes a trabalhar à
hora – não consegue sequer aceder ao subsídio de desemprego e ao
subsídio social de desemprego”, referindo alguns sectores que têm
trabalhadores nesta situação: “empregadas domésticas,
trabalhadores da construção civil, artistas, trabalhadores que se
encontravam a cumprir o período experimental quando foram despedidos
e até trabalhadores do sector do turismo”.
Perante as
situações em que o Governo da República atribui um apoio no valor
de 215 euros – metade do Indexante de Apoios Sociais (IAS) – o BE
propunha uma majoração, nos Açores, por forma a garantir o mínimo
de um IAS (438 euros).
O deputado do BE
questiona: “Acham que alguém sobrevive com 215 euros mensais?”,
questionou o deputado do BE, dirigindo-se ao deputado do PS, Carlos
Silva, e à secretária regional da Solidariedade Social, que
aludiram à existência a este apoio do Governo da República.
Paulo Mendes lembrou ainda
que “não é só o BE que nota que houve um conjunto de pessoas que
acabaram por ficar de fora na convergência entre as medidas
nacionais e regionais”, citando a Provedora da Justiça que referiu
que “ainda há trabalhadores que continuam sem proteção social do
Estado”, nomeadamente os trabalhadores “que não se encontram
abrangidos exclusivamente pelo regime contributivo dos trabalhadores
independentes ou o de membros de órgãos estatutários, mas exercem
trabalho por conta de outrem em part-time”. Situações a que o BE
dava resposta com a proposta chumbada na segunda-feira.