PS entrega projeto para alterar regime de licenciamento das amas nos Açores
9 de set. de 2024, 18:02
— Lusa/AO Online
“Esta
iniciativa legislativa tem por objetivo tornar a atividade das amas mais
apelativa e isso passa por estabelecer uma nova relação de trabalho
entre as amas e as instituições enquadradoras, estabelecendo um contrato
individual de trabalho, com todas as regalias que daí decorrem, e
estabelecendo também acréscimos salariais, pelo facto de receberem
crianças com deficiência”, justificou Andreia Cardoso, deputada
socialista, durante uma visita ao Lar das Criancinhas da Horta, na ilha
do Faial.A iniciativa legislativa, que
será apresentada durante o plenário de setembro do parlamento açoriano,
que reúne a partir desta terça-feira na cidade da Horta, pretende
definir as regras de licenciamento, organização e fiscalização da
atividade de ama no arquipélago, quer para quem exerce a atividade em
regime privado, quer para as que estão integradas em instituições
particulares de solidariedade social.“Outro
aspeto que, para nós, também é muito importante, tem a ver com aquilo
que o Governo terá, necessariamente, de garantir na relação entre as
atividades enquadradoras e as creches familiares”, explicou a deputada
socialista, adiantando que “deve ser criado um apoio financeiro” que
permita às instituições procederem a obras de melhoria nas casas das
amas.Segundo a bancada socialista no
parlamento açoriano, a proposta que dará entrada na Assembleia Regional
pretende também resolver o problema da escassez de lugares em creches
que se verifica em algumas ilhas, com o recurso à contratualização com
os privados.Andreia Cardoso disse também
que o seu partido aguarda, com expectativa, o resultado da votação desta
proposta no parlamento açoriano, lembrando que os restantes sete
partidos com assento parlamentar também estão a par das dificuldades que
as amas sentem no exercício da sua atividade na região.“Entendemos
que os demais partidos e representações parlamentares serão sensíveis a
esta questão. Nenhuma destas reivindicações à desconhecida de nenhum
grupo ou representação parlamentar, até porque, no final do ano passado,
houve uma expressão muito clara, por parte destas profissionais,
apelando a que interviessem, no sentido de tornar a carreira mais
apelativa”, lembrou a deputada do PS.