O Partido Socialista e o Partido Social Democrata dos Açores divergem na
análise dos dados referentes ao Produto Interno Bruto (PIB) dos Açores,
que foram divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística com base
nos resultados provisórios das Contas Regionais de 2019.Para o
deputado do PS/Açores, Sérgio Ávila, “os Açores cresceram acima da média
nacional e, ao contrário do que alguns tentaram fazer crer, os Açores
cresceram de forma significativamente superior à média da União Europeia
no último ano”. “No último ano o crescimento real da economia dos
Açores foi 2,4%, o que é superior ao registado no País, cujo crescimento
foi de 2,2%. Igualmente significativo é que esse crescimento resulta
uma convergência com a média de produção do País per capita”, afirmou o
antigo vice-presidente do Governo Regional, citado em nota de imprensa.Num
balanço mais abrangente, Sérgio Ávila diz ainda que “nos últimos 20
anos os Açores registaram uma convergência da sua economia para a média
de rendimento e de produção da União Europeia de 3,2 pontos percentuais,
quando o conjunto do País divergiu 4,6 pontos percentuais”. Já o
PSD/Açores, na voz do deputado António Vasco Viveiros, afirma que a
Região cresceu menos do que o todo nacional nos últimos três anos, “como
mostram as contas divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística,
com o PIB no arquipélago a ser mais baixo 2,1%”.“As contas nacionais
do INE demonstram que o crescimento do PIB nos Açores, nos anos com
valores já disponíveis da legislatura que agora terminou, - ou seja,
entre 2017 e 2019 - divergiu do país, que teve um valor acumulado de 8,2
%, enquanto na Região cresceu apenas 6,1 %”, explicou, acrescentando:
“Mesmo se em 2019 (valores provisórios), esse crescimento foi
ligeiramente superior ao país - +0.2% -, mas importa perceber que, no
período em análise, e de todas as regiões do país com exceção do
Alentejo, os Açores foram a região com menor crescimento económico”.António
Vasco Viveiros considera assim que as declarações do deputado Sérgio
Ávila, “que mencionou os valores provisórios de 2019, omitindo, na mesma
publicação, a divulgação dos valores definitivos de 2018, em que a
Região cresceu 2% e o país 2,8%, são mais uma manobra demagógica e
tendenciosa”.