PS e Chega/Açores querem ser “parte da solução” para o hospital de Ponta Delgada
22 de mai. de 2024, 14:18
— Lusa/AO Online
“Estamos aqui para fazer parte da solução”, disse a deputada do PS Andreia Cardoso no parlamento açoriano.Também
o líder do Chega/Açores, José Pacheco, afirmou que tem manifestado
disponibilidade para o partido ser “parte da solução” para o problema
verificado no arquipélago.“À data de hoje,
e assumindo que se trata de uma estimativa preliminar que naturalmente
será detalhada pelo grupo de trabalho criado para este fim, o valor
identificado que permite ao HDES [Hospital do Espírito Santo] assumir os
serviços prestados à comunidade é de 24 milhões e 306 mil euros para o
ano de 2024”, disse hoje a secretária regional da Saúde.Mónica
Seidi fez o anúncio no parlamento regional, na Horta, no segundo dia do
debate sobre o Plano e Orçamento do Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM)
para 2024.“Estamos aqui para fazer parte
da solução e é essa a postura que temos, desde o início até ao fim. E
estamos aqui disponíveis para isso”, disse a deputada do PS Andreia
Cardoso, quando falava sobre as necessidades que se colocam à região na
sequência do incêndio no HDES.Em resposta
às críticas feitas antes por o PS ter feito reuniões com unidades de
saúde, a socialista assegurou que não houve “nenhum aproveitamento
político”, referindo que os socialistas já tinham solicitado uma reunião
à administração do HDES antes do incêndio, pedido que foi entretanto
cancelado “até momento oportuno”.“O PS diz
presente e não diz presente apenas nos momentos fáceis, diz presente em
todos os momentos, nas lutas mais fáceis, mas nas mais difíceis. É para
isso que aqui estamos e aqui estaremos. Contem connosco sempre para
isso”, assegurou.Andreia Cardoso alertou
ainda que o Serviço Regional de Saúde (SRS) “atravessa um momento
difícil”, com problemas novos, como o HDES, embora existam outras
situações que não são novas, como o subfinanciamento.Pelo Chega, o deputado José Pacheco reconheceu que o HDES “é um tema central”.“Ao
senhor presidente do Governo [Regional], nas conversas que temos
mantido, temos mostrado esta disponibilidade de sermos sempre esta parte
da solução, nunca seremos qualquer fonte de problemas e, num caso tão
dramático como este, nós temos mesmo que estar todos juntos", defendeu.Também
António Lima (BE) disse que o incêndio no HDES é “um sério alerta para o
caminho da insustentabilidade que o SRS estava e está a seguir”,
considerando que a falta de investimento em geral “é gritante”.Quanto
à verba necessária para o hospital funcionar até final do ano, o
deputado do BE salientou que representa “um esforço financeiro para este
ano de quatro milhões de euros da parte da região, considerando o
compromisso anunciado pelo senhor presidente do Governo, relativo à
comparticipação de 85% por parte do Governo da República”.O
socialista José Toste alertou, por outro lado, que as propostas do
Orçamento “são manifestamente incapazes de dar resposta às necessidades
do SRS na situação de calamidade existente”.Pelo
PSD, Salomé Matos lamentou que o PS, ao insistir que “estariam de
alguma forma em causa os cuidados de saúde à população” pretende “mais
desestabilizar do que ajudar”.Do lado do
Governo Regional, a secretária da Saúde adiantou ainda que o executivo
prevê criar equipas médicas de intervenção em situações de exceção e
catástrofe e no Plano e Orçamento aposta na formação dos profissionais
do setor. “Iremos criar na região equipas
médicas de intervenção em situações de exceção e de catástrofe e dar
especial atenção a ações de formação viradas para a emergência médica
pré e intra-hospitalar”, referiu Mónica Seidi.Entre outras medidas, o executivo pretende continuar o investimento nos profissionais do SRS, valorizando as várias carreiras.