PS diz que PSD da Graciosa está a ser "parte do problema" do incêndio na aerogare
29 de mai. de 2020, 09:38
— Lusa/AO Online
"O PSD deveria saber, de antemão, que uma
estrutura daquelas tem de obedecer a regulamentação internacional e, por
isso, é ridículo, apenas quatro dias depois daquele incêndio, vir pedir
justificações a correr e de cabeça perdida, preferindo ser parte do
problema em vez de ajudar na solução", afirmam em nota à imprensa os
deputados socialistas açorianos José Ávila, Manuel Ramos e Ricardo
Ramalho, eleitos pela Graciosa.Os
socialistas respondiam a um comentário do deputado do PSD/Açores João
Bruto da Costa, também eleito pela Graciosa, que disse que o
incêndio na aerogare local está a afetar a exportação de pescado, tendo
questionado o Governo Regional, socialista, sobre a retoma das condições
de operacionalidade.Em relação à
exportação de pescado que foi afetada, “o deputado do PSD sabe, ou devia
saber se tivesse ouvido os representantes do setor na ilha, que o
membro do Governo que tutela o setor das pescas já se reuniu com a
Associação de Comerciantes de Pescado dos Açores, com a Federação de
Pescas dos Açores e com a própria Associação de Pescadores
Graciosenses", sinalizam os três parlamentares do PS.E
concretizam: "Os bombeiros deram o melhor de si para debelarem o
incêndio, os trabalhadores da SATA esforçaram-se, e vão continuar a
esforçar-se, para obviar os constrangimentos, os representantes dos
pescadores procuraram soluções e o PSD, sem nada ter feito, vem debitar
palavras vãs com o intuito, sempre presente na sua ação politica, de
ganhar tempo de antena, mesmo que o faça às custas da desgraça” do povo.O
social-democrata João Bruto da Costa questionou o executivo açoriano
acerca de uma previsão para a reposição das condições de exportação na
ilha e sobre se a tutela prevê implementar "mecanismos alternativos ou
de compensação aos profissionais da pesca por esta paragem forçada, caso
a situação não seja rapidamente resolvida".Para
o deputado, "todo este processo parece mostrar alguma desinformação
entre Governo, autoridades aeroportuárias e gestores daquela valência,
daí também a importância” de se questionar “os responsáveis regionais
sobre o assunto".Em causa está um incêndio que deflagrou, no domingo à noite, na aerogare da ilha da Graciosa.Segundo
adiantou à Lusa, na altura, fonte da Proteção Civil, o fogo, que chegou
a ter uma "dimensão considerável", atingiu a zona das cargas, não tendo
alcançado a zona dos passageiros nem a torre de controlo.