PS diz que PSD "baralha os números" do INE para a região
28 de mar. de 2018, 09:40
— Lusa/AO online
"É
muito preocupante assistir a um PSD desesperado que ignora os factos,
baralha os números e tenta manipular dados", diz Carlos Silva, deputado
do PS/Açores, citado em nota de imprensa enviada pelo partido às
redações.Em
causa está a posição do PSD/Açores sobre os indicadores macroeconómicos
da região, com o porta-voz do partido para a Economia e Finanças,
António Vasco Viveiros, a considerar ser “muito preocupante” que a
dívida bruta regional ascenda já a 1.690 milhões de euros, um aumento de
33,9% entre 2013 e 2017."Importa
realçar que região passou por uma fase de crise económica e social em
que foi necessário acudir - no apoio social, na educação, na saúde, nas
infraestruturas, entre outras áreas - e tal como em todas as regiões do
mundo, esse investimento resultou no aumento da dívida pública, entre
2013 e 2017. Ou seja, se há aumento da dívida pública é porque há
aumento do investimento e esse investimento irá beneficiar os açorianos,
não só no presente, mas também as gerações futuras", respondeu hoje
Carlos Silva, do PS.O
vice-presidente do Governo Regional dos Açores, Sérgio Ávila, valorizou
hoje os indicadores do INE sobre a região, declarando que estes - a
nível de défice e dívida - representam uma "estrutura financeira
estável"."Garantimos
neste momento que a região, por um lado, tem uma estrutura estável do
ponto de vista de finanças e, em termos de dívida pública global,
incluindo o setor público empresarial, que consolida, tem um valor que é
menos de metade da União Europeia, uma garantia para as gerações
futuras da sustentabilidade da nossa região", vincou o governante.Sérgio
Ávila falava aos jornalistas na vice-presidência do Governo Regional,
em Ponta Delgada, e abordava os dados do INE revelados que "correspondem
ao cêntimo" à previsão do executivo açoriano, indicando um défice em
2017 de 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB) - "inferior ao melhor
resultado de mais de 40 anos de democracia", vincou o governante - e uma
dívida de 41,6% do PIB, "menos de metade da média da União e menos de
um terço da média do país".Questionado
sobre as perspetivas macroeconómicas para 2018, embora com apenas dois
meses de contas públicas tratadas, Sérgio Ávila garantiu existirem
"todas as condições" para se manter a estrutura financeira e económica
estabilizada.