PS diz que obra no porto das Lajes das Flores não avança devido ao Governo dos Açores
18 de set. de 2023, 18:44
— Lusa
“A
reconstrução do molhe principal do porto comercial das Lajes das Flores
ainda não avançou porque o Governo Regional não soube ou não quer
aproveitar o trabalho que já tinha sido feito nessa matéria pelo
anterior Governo do PS/Açores”, declarou o deputado José Gabriel
Eduardo, citado em comunicado.Os
socialistas consideram que existem “muitos atrasos por explicar” e uma
“obsessão” do Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) em “desviar para canto”
os assuntos relativos à obra no porto das Lajes.“Aquilo
que o PSD, CDS-PP e PPM pretendem fazer é um jogo de passa-culpas para o
Governo da República”, lê-se na nota de imprensa.Os
socialistas realçam que o Governo Regional “diz que a culpa é dos
outros”, mas que a empresa pública Portos dos Açores pediu ao Governo da
República para não divulgar os “avisos que permitem a candidatura a
fundos comunitários" porque "não tem o trabalho de casa feito”.“É
necessário esclarecer aos florentinos que o prioritário e fundamental
neste momento é a necessidade de o Governo dos Açores apresentar o
projeto do porto das Flores, para que possa candidatar a obra ao
financiamento por fundos comunitários”, declarou o deputado do PS.José
Eduardo destacou ainda que o assunto vai ser analisado em comissão
parlamentar de “forma fundamentada em documentação oficial e não em
posicionamentos políticos, mais ou menos dúbios”.Na
sexta-feira, na Assembleia Regional, foi chumbada uma resolução da
autoria de PSD/CDS-PP/PPM sobre a comparticipação financeira das obras
do furacão Lorenzo, tendo a iniciativa baixado à comissão.Na
quarta-feira, o secretário das Finanças dos Açores disse que, da parte
do Governo, “tudo será feito” para que as obras de recuperação dos
estragos do furacão Lorenzo não parem, apesar dos atrasos da República
nos apoios.A passagem do furacão Lorenzo
pelos Açores, em 02 de outubro de 2019, provocou prejuízos de cerca de
330 milhões de euros, de acordo com a estimativa feita pelo então
presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro, devido a estragos em
infraestruturas portuárias, rede viária e equipamentos públicos, na
habitação, nas pescas, na agricultura e no setor empresarial privado.Do valor total de cerca de 330 milhões de euros de prejuízos com a passagem do furacão, 85% será assumido pelo Governo nacional.