PS diz que Governo dos Açores apresenta um plano de investimentos de “faz de conta”
22 de nov. de 2021, 13:10
— Lusa/AO Online
“Estaremos a debater um plano de investimentos
de faz de conta, que muito anuncia, muito promete, mas pouco será
concretizado, executado ou cumprido no próximo ano”, declarou Ávila.O
deputado socialista, que já foi vice-presidente em anteriores
executivos regionais, falava na Assembleia Legislativa dos Açores, na
Horta, no arranque da discussão do Plano e Orçamento da região para
2022.“O governo optou por apresentar um
plano de investimentos em que sabe à partida que não tem condições para
executar, sendo que poderão ficar por executar seis em cada 10 euros que
anuncia investir no próximo ano”, acrescentou o socialista.O
parlamentar considerou “grave” que o próprio executivo açoriano
(PSD/CDS-PP/PPM) assuma explicitamente que a proposta de Orçamento “não é
para cumprir ou executar”, citando o artigo 65.º do documento.“O
governo assume desde já e de forma explícita que se este artigo 65.º
for aprovado ficará por executar ou pagar mais de 80 milhões dos
investimentos previstos no plano de investimentos aqui em
análise”, apontou.No artigo em causa
lê-se, relativamente às cobranças, que “as receitas depositadas nos
cofres da Região Autónoma dos Açores até 31 de janeiro de 2023, que
digam respeito a cobranças efetuadas em 2022, podem excecionalmente ser
consideradas com referência a 31 de dezembro de 2022”.Sérgio
Ávila defendeu que o Plano e Orçamento para 2022 foi “construído em
ziguezagues constantes", considerando que o executivo está "sem rumo nem
estratégia”.Para o socialista, os documentos visam apenas manter, "nem que seja apenas por mais alguns meses, o governo em funções”.“Como
podemos ter um debate protagonizado por membros de governo que, como
foi anunciado na sexta-feira por um deputado desta assembleia, tem a
garantia e o compromisso de que será muito brevemente remodelado?”,
questionou Ávila, referindo-se às declarações públicas do deputado do
Chega, José Pacheco, na passada sexta-feira.O
deputado do PS/Açores criticou o executivo açoriano por “ceder” na
autonomia regional e por colocar os açorianos ao “serviço de estratégia
políticas nacionais”.“A dignidade, o
respeito que são devidos ao povo açoriano e o prestígio dos Açores estão
bem acima, e vão muito para além do exercício do poder e não podem
ficar reféns da vontade de se manterem no poder”, afirmou.Durante
esta semana está a decorrer na Assembleia Regional, no Faial, a
discussão do Plano e Orçamento dos Açores para 2022, os segundos da
atual legislatura, que serão votados na sexta-feira.