PS critica silêncio do Governo açoriano sobre medidas que amenizem aumento de combustíveis

Hoje 15:17 — Lusa/AO Online

“Passado quase uma semana de um aumento brutal do preço dos combustíveis nos Açores, o Governo Regional continua em silêncio sobre a aplicação de medidas que amenizem os impactos desses aumentos na vida das famílias, empresas e instituições dos Açores”, criticou o presidente do grupo parlamentar do PS/Açores, Berto Messias.O parlamentar, citado numa nota de imprensa do partido, referiu que o Governo Regional e o seu presidente, o social-democrata José Manuel Bolieiro, “capitularam num dos mais importantes princípios da governação e do desenvolvimento de políticas públicas: a capacidade de antecipar problemas e de criar medidas rápidas e eficazes para a amenização dos impactos desses problemas na vida das pessoas”.“Num contexto em que a gasolina aumenta mais de 21 cêntimos por litro e o gasóleo mais de 36 cêntimos por litro, com impactos brutais na vida das famílias e na atividade económica, o Governo [açoriano] diz-se preocupado, mas nada faz, nada apresenta. Um Governo sem proatividade, sem energia, cansado e sem capacidade de proteger os cidadãos neste momento mais difícil”, apontou.Segundo Berto Messias, tendo em conta a “falta de capacidade do órgão executivo da região”, o líder do PS/Açores, Francisco César, anunciou que o partido apresentará na próxima sessão plenária “propostas que respondam ao contexto atual e que amenizem os impactos do aumento brutal dos combustíveis nas famílias e empresas açorianas”.“Tem de ser esse o nosso foco e a nossa prioridade e não guerrilhas partidárias promovidas pelo presidente do PSD/Açores, que em nada resolvem os problemas atuais”, disse.O líder parlamentar do PS açoriano lembrou que, em março, o partido avisou “várias vezes” que os açorianos iriam ser confrontados com grandes aumentos dos combustíveis a partir de maio, mas, “infelizmente” o Governo Regional “não quis ouvir e o problema chegou”.“Temos hoje na região um Governo com graves problemas de liderança, embrulhado nas guerras internas da coligação partidária que o compõe e, por isso, incapaz de responder aos problemas do contexto atual, em contraste absoluto com o que acontece no Governo da República e no Governo da Madeira, onde foi possível, por exemplo, garantir uma redução do preço por litro da gasolina”, concluiu Berto Messias.