PS apoia decisão do Governo de reconhecer Guaidó como Presidente interno
Venezuela
4 de fev. de 2019, 13:49
— Lusa/AO Online
Esta
posição foi transmitida à agência Lusa pela porta-voz socialista, Maria
Antónia Almeida Santos, após o Governo português ter tomado a decisão
de reconhecer e apoiar a legitimidade do presidente da Assembleia
Nacional Venezuelana, Juan Guaidó, como Presidente interino do país,
"com o encargo de convocar e organizar eleições presidenciais livres,
inclusivas e conformes às práticas democráticas internacionalmente
aceites, nos termos previstos pela Constituição venezuelana"."O
PS apoia a posição do Governo português de proceder ao reconhecimento
político de quem está em condições de legitimidade para poder convocar
eleições de acordo com a Constituição da Venezuela. Juan Guaidó, na
qualidade de presidente interino da Venezuela, é o único que tem neste
momento legitimidade para concretizar um processo transição pacífica,
tendo em vista a realização de eleições", declarou Maria Antónia Almeida
Santos.Em
declarações à agência Lusa, Maria Antónia Almeida Santos classificou
mesmo como essencial "esta solução para superar o atual impasse" na
Venezuela, "devolvendo ao povo a escolha livre e pacífica" do novo
poder."Infelizmente,
a Venezuela está a viver momentos muito difíceis e nós temos a
obrigação de proteger a comunidade portuguesa apoiando um processo de
transição pacífica", apontou ainda a porta-voz do PS.Ainda
em relação à situação da comunidade portuguesa residente na Venezuela,
estimada em cerca de 300 mil pessoas, Maria Antónia Almeida Santos
defendeu que este passo agora dado por Portugal e por vários países da
União Europeia é a que lhe é mais favorável."O
grupo internacional de contacto, assim como a maioria dos países da
União Europeia, estão a tentar concretizar um processo para a realização
de eleições livres e justas. Por via desse processo, procura-se
proteger não só a comunidade portuguesa - em relação à qual nós,
obviamente, temos obrigação de o fazer -, mas também ajudar todo o povo
venezuelano a ultrapassar este impasse", acrescentou.