PS admite “margem de negociação”, mas avisa que não pode ser só Governo a ceder
OE2022
12 de out. de 2021, 12:28
— Lusa/AO Online
“Não pode ser só
responsabilidade do PS e do Governo, tem de ser também da parte dos
habituais parceiros parlamentares, porque as negociações nascem de
convergências, temos de valorizar os pontos que nos aproximam”, afirmou,
em declarações aos jornalistas no parlamento, o vice-presidente da
bancada do PS João Paulo Correia.Confrontado
com a posição muito crítica do BE em relação ao documento, que minutos
antes admitiu que sem alterações poderá repetir o voto contra já na
generalidade, João Paulo Correia contrapôs que todos os temas que o
Bloco tem colocado em cima da mesa “têm tido avanços”, como a agenda
para o trabalho digno ou a “dedicação plena” dos profissionais de saúde
ao SNS.“Este orçamento nem pode ser o
programa eleitoral de um habitual parceiro parlamentar, e também não é
100% o programa eleitoral do PS, é o orçamento do programa eleitoral do
PS com as devidas convergências com os parceiros parlamentares”, disse,
frisando que, em anos anteriores, “houve sempre margem de negociação
entre a fase da generalidade e a especialidade”.Segundo
João Paulo Correia, os socialistas mantêm-se otimistas e confiantes
que, até ao dia da votação na generalidade, haverá "disponibilidade para
mostrar esse espírito de convergência e esta abertura que o PS está a
demonstrar" por parte dos habituais parceiros parlamentares.