PS acusa Governo Regional de opacidade na ação sobre incêndio no hospital de Ponta Delgada
10 de jul. de 2024, 12:00
— Lusa/AO Online
“Hoje
realizamos este debate de urgência, porque a ação do Governo [Regional]
tem sido pautada pela opacidade e pela errância. O que, legitimamente,
provoca em nós e em todos os açorianos, dúvidas sobre as decisões no
presente e a incapacidade de preparar o futuro”, disse a deputada
socialista Sandra Costa Dias na abertura do debate.Segundo
a parlamentar do PS, no seguimento dos relatórios sobre as causas do
incêndio, tem-se assistido “a uma sucessão de declarações avulsas,
tomadas de decisão aparentemente não fundamentadas e sucessivos
adiamentos de soluções anunciadas”.Na sua opinião, “está instalada a confusão num assunto tão sensível e, por isso, hoje são mais as dúvidas do que as certezas”.Na
abertura do segundo dia do plenário de julho, o último antes das férias
de verão, da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, que
decorre na Horta, Faial, a deputada socialista prosseguiu afirmando que,
“ao contrário do que seria expectável, o Governo Regional tem-se
mantido fechado ao diálogo, não tem informado devidamente os grupos e
representações parlamentares, nem tão pouco procurado concertar
soluções”.“Nós [PS] estamos, como já dissemos, disponíveis para ajudar”, vincou.Sandra
Costa Dias também referiu que o PS entende que a “falta de informação e
de transparência é indesmentível” em relação a assuntos como a
segurança na prestação de cuidados de saúde, a retoma das obras no
edifício no HDES, a opção pelo hospital modular (no valor de 14 milhões
de euros) e as causas do incêndio.A
deputada reafirmou na sua intervenção que desde a primeira hora, a
principal preocupação do PS “foi garantir a prestação de cuidados de
saúde em segurança, com dignidade e em tempo útil”.“E,
perante tudo aquilo que conhecemos hoje e que está vertido nos
relatórios disponibilizados, temos sérias dúvidas que esteja a ser feito
tudo o que está ao alcance do Governo Regional para garantir a melhor
acessibilidade aos cuidados de saúde dos açorianos”, disse.Para
o PS, “é necessário esclarecer os açorianos e agir, rapidamente, na
reconstrução do HDES, de forma a repor, pelo menos, a capacidade
instalada à data do incêndio”.O incêndio
no Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, na ilha de São
Miguel, que deflagrou a 04 de maio e cujos prejuízos estão estimados em
24 milhões de euros, obrigou à transferência de todos os doentes que
estavam internados para vários locais dos Açores, Madeira e continente.