PS/Açores vê com "bons olhos" que não haja despedimentos coletivos na SATA
12 de fev. de 2021, 16:39
— Lusa/AO Online
O parlamentar,
em declarações à agência Lusa, afirma que o “sentido apontado, num
trabalho que se iniciou e foi realizado, maioritariamente, ainda no
tempo do Governo do PS, é de uma reestruturação que pondera uma maior
eficiência operacional e financeira na gestão da empresa, em termos de
frota, rotas e recursos humanos, em coerência com a função de serviço
público que a SATA tem”.Na quinta-feira,
foram apresentadas ao presidente do Governo dos Açores, José Manuel
Bolieiro, que se fez acompanhar pelos partidos com assento parlamentar,
as linhas gerais do plano de reestruturação da operadora aérea regional,
pelo Conselho de Administração da empresa.Para
o deputado socialista, este trabalho da SATA vai ainda no sentido de
“garantir a mobilidade dos açorianos interilhas, de e para o continente,
e à diáspora, de assegurar, de uma forma sustentável, a proveniência de
fluxos turísticos e de contribuir através da sua atividade direta
(emprego, compras à economia regional e lucros) com riqueza para a
região”.O atual conselho de administração
do grupo SATA foi nomeado pelo anterior Governo Regional do PS, tendo
sido mantido pelo chefe do executivo açoriano.“Vemos
com bons olhos a preocupação do atual conselho de administração em
garantir que a proposta de reestruturação é feita em parceria com os
sindicatos e trabalhadores da empresa e que, tal como sempre dissemos,
não há necessidade de despedimentos coletivos”, afirmou Francisco César.O
ex-líder da bancada parlamentar socialista defende a “necessidade de
ser acautelada uma preocupação que resulta” do facto de ter sido
transmitido que, “nas atuais condições de obrigações de serviço público
modificadas ou num modelo de liberalização, a Azores Airlines não voará
mais para Santa Maria, Pico e Faial”.Para o
PS/Açores, é “essencial que o Governo Regional assegure junto das
autoridades competentes, nacionais e europeias, os recursos e o
enquadramento legislativo necessário para que estas ‘gateways’ continuem
abertas”.Nas negociações que vão ter
lugar com Bruxelas, que visam viabilizar financeiramente a SATA, o
deputado socialista considera que “cabe a este Governo, que é quem
valida e aprova este plano, garantir que este cumpre com todos os
requisitos exigidos pela Comissão Europeia”.O
plano de reestruturação da transportadora açoriana SATA prevê o
regresso aos lucros em 2023, com o presidente da administração da
empresa a mostrar confiança que, a partir desse ano, a operação seja
"sustentável"."Se conseguirmos concretizar
tudo como temos planeado, por um lado, e se não houver um agravamento
das condições pandémicas ou outras coisas quaisquer que possam vir a
surgir, as iniciativas confluem para que 2023 seja, de facto, um ano de
inversão e a operação se torne sustentável a partir daí", declarou
quinta-feira Luís Rodrigues.No plano, é
estimada para este ano uma perda de 28 milhões de euros, em 2022 o
resultado deverá andar perto do zero e, em 2023, já são admitidos lucros
na casa dos 23 milhões de euros.O plano de reestruturação da transportadora prevê, até 2025, poupanças totais de 68 milhões de euros.Luís
Rodrigues adiantou os "quatro pilares" que levarão às referidas
poupanças: a reestruturação da frota, a eficiência operacional, a
negociação com fornecedores e a agilização do trabalho.Na
agilização do trabalho, Luís Rodrigues incorporou campos como a redução
salarial, que será, no seguimento de negociações com sindicatos, de
10%, ou a "rescisão negociada de trabalhadores".O corte de 10% será aplicado aos vencimentos acima dos 1.200 euros brutos mensais, foi ainda revelado.Já
no que se refere à saída dos trabalhadores, o gestor declarou que
saíram já, em regime de reformas antecipadas ou pré-reformas, um total
de 48 quadros, sendo esperadas mais 100 saídas até 2023.