PS/Açores responsabiliza governantes por "caos" no Serviço Regional de Saúde
2 de dez. de 2022, 16:38
— Lusa/AO Online
“É
com muita preocupação que temos acompanhado os acontecimentos das
últimas semanas no Serviço Regional de Saúde, onde a arrogância e
teimosia do vice-presidente do governo, a ausência e incapacidade do
secretário regional da Saúde e a falta de autoridade e capacidade de
liderança do presidente do governo são diretamente responsáveis pelo
caos a que infelizmente estamos a assistir”, lê-se numa nota de
imprensa.Citado na nota, João Paulo Ávila,
do secretariado regional do PS/Açores, considera que “o desrespeito
demonstrado pela classe médica, a inação e incapacidade para resolver
atempadamente a situação, e a forma como isso põe em causa a
estabilidade, confiança e segurança dos cidadãos no acesso aos cuidados
de saúde são inaceitáveis".Para o
dirigente, a situação evidencia "mais uma vez" que "os egos e lutas
partidárias dentro do governo põem em causa a estabilidade que este
setor exige”.“É por isso que exigimos respeito pelos utentes", sustenta João Paulo Ávila.Segundo
o membro do secretariado regional, “as várias demissões" verificadas
nos últimos dias no hospital de Ponta Delgada, a maior unidade de saúde
dos Açores, "são o culminar de vários alertas, feitos há vários meses".Os
socialistas açorianos acusam o executivo regional, de coligação
PSD/CDS-PP/PPM, de não ter "uma ação rápida e eficaz" para "garantir
estabilidade, confiança e segurança aos cidadãos que acorrem aos
serviços de saúde naquele hospital.”João
Paulo Ávila alerta para "uma situação caótica" no Serviço Regional de
Saúde, com "especial evidência" no Hospital do Divino Espírito Santo, em
Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.Segundo
o dirigente socialista, nesta unidade é "cada vez mais evidente" que o
atual conselho de administração "é parte do problema e não parte da
solução”.“Novamente, as lutas partidárias
internas no governo estão a comprometer o presente e o futuro dos
Açores, em que o que mais interessa aos membros do governo é a forma
como sobrepõem a sua vontade e autoridade aos colegas de governo, sejam
ou não de outro partido, e não a qualidade de vida dos açorianos e o
futuro dos Açores”, aponta João Paulo Ávila.