PS/Açores questiona suspensão de candidaturas de contratos de cooperação
Hoje 16:32
— Lusa/AO Online
Em
requerimento entregue na Assembleia Legislativa Regional dos Açores, os
socialistas pedem “explicações claras e fundamentadas sobre os motivos
da suspensão, bem como sobre o impacto da medida nos projetos já
preparados e nos investimentos em curso”.No
despacho normativo publicado esta quarta-feira, em Jornal Oficial, refere-se que a
suspensão do período de candidaturas pelas instituições de solidariedade
social, de propostas de celebração de contratos de cooperação - valor
investimento, prende-se com a “necessidade de priorizar, no plano e
orçamento dos Açores para 2026, a execução dos projetos financiados pelo
Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e pelo Programa Operacional
Açores 2030 (Açores 2030)”.A Secretaria
Regional da Saúde e Segurança Social considera que “torna-se necessário
reestruturar e planear a cooperação social”.Citado
em nota de imprensa, o deputado da oposição Marco Martins refere que a
decisão implica “consequências lamentáveis e absolutamente
incompreensíveis” e “pode colocar em causa o normal funcionamento das
Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) nos Açores”.O
socialista diz que a suspensão “surge a apenas quatro dias da abertura
do período de candidaturas, prevista para 15 de fevereiro”, tendo sido
“tomada sem qualquer anúncio público prévio e sem qualquer fundamentação
detalhada, gerando surpresa, apreensão e instabilidade no setor”.“Estamos
a falar de investimentos estruturantes que garantem qualidade,
segurança e continuidade dos serviços prestados às famílias açorianas”,
afirmou.Para o parlamentar socialista,
esta decisão “compromete a programação financeira das instituições,
fragiliza a sua gestão e cria incerteza num setor que desempenha um
papel absolutamente fundamental na resposta social na região”.O
PS/Açores defende que o Governo deve “repor a previsibilidade e a
estabilidade administrativa necessárias ao funcionamento das
instituições”, garantindo que “não são colocadas em risco respostas
sociais essenciais para milhares de açorianos”.