PS/Açores questiona suspensão de apoios à promoção turística
Hoje 15:00
— Lusa/AO Online
O
partido pretende saber também o número de candidaturas afetadas por
ilha, o montante que deixará de ser executado e os impactos “económicos e
sociais desta decisão”, bem como a “existência de soluções transitórias
que minimizem os prejuízos para os promotores e coletividades”.Em
causa está a suspensão dos apoios do Decreto Legislativo Regional n.º
18/2005/A, que estabelece o regime de apoio financeiro público a
iniciativas, ações e eventos de animação turística ou com impacte
significativo na promoção externa do destino turístico Açores.A
socialista considera que a decisão do Governo Regional é um “sinal
político errado” e “profundamente penalizador” para as coletividades,
associações e pequenos promotores que “ajudam a afirmar os Açores como
destino turístico de qualidade”.Segundo a
socialista, citada em nota de imprensa, a decisão “cria instabilidade,
quebra a confiança dos agentes locais e coloca em causa iniciativas já
planeadas para 2026”.A deputada refere que
“muitas destas entidades dependem deste regime para garantir a
viabilidade financeira de eventos culturais, desportivos e identitários
que dinamizam as ilhas e reforçam a atratividade turística da região”.De
acordo com a nota de imprensa, os apoios em causa não dizem respeito
apenas à promoção externa do destino, mas sustentam eventos que “têm
impacto económico direto nas ilhas, dinamizando restauração, alojamento,
transportes, comércio local e serviços”.A
deputada afirma que festivais, provas desportivas, ralis, torneios e
eventos culturais e associativos “são motores de atividade económica
fora da época alta e em ilhas com menor escala, pelo que a sua
penalização é, na prática, uma penalização acrescida das economias
locais e das comunidades que deles dependem”.“O
Governo não pode pedir planeamento, profissionalismo e antecipação aos
promotores e, ao mesmo tempo, retirar-lhes os instrumentos básicos de
apoio, sem aviso prévio e sem apresentar alternativas”, refere Marlene
Damião.A deputada frisa que esta decisão
“sacrifica iniciativas locais em nome de uma opção orçamental que não
pode ser feita à custa da economia local e da coesão territorial”.