PS/Açores questiona Governo Regional sobre manutenção de gruas e pórticos dos portos de pesca
26 de jul. de 2024, 17:15
— Lusa/AO Online
Em
comunicado, o grupo parlamentar do PS/Açores considera que “a falta de
manutenção das gruas e dos pórticos existentes nos portos e núcleos de
pesca dos Açores está a prejudicar fortemente os pescadores açorianos”.O
PS/Açores acusa o executivo regional de “incapacidade para resolver os
problemas do setor, nomeadamente aqueles que são da sua própria
competência”.No requerimento entregue no
parlamento regional, os deputados socialistas referem que “a ausência de
manutenção” dos referidos equipamentos tem-se “verificado em todos os
portos da Região Autónoma dos Açores” e “põe em causa a segurança de
pessoas e bens, prejudicando a operacionalidade da frota pesqueira e
toda a sua atividade”.O grupo parlamentar
socialista açoriano denuncia que as gruas e os pórticos de apoio à
atividade do porto de São Mateus (na ilha Terceira) e do porto da
Ribeira Quente (ilha de São Miguel), “estão inoperacionais há mais de
quatro meses”, e destaca a inoperacionalidade do pórtico do núcleo de
pescas do porto da Praia da Vitória (Terceira).A situação é considerada “inadmissível e altamente insustentável para quem se dedica à atividade”, segundo o partido.O
parlamentar socialista Gualberto Rita, citado na nota, alega que o
Governo Regional “tem feito 'ouvidos moucos' aos sucessivos alertas dos
representantes do setor” e acusa-o de “atribuir insignificância” às
pescas.“Prova disso é o subfinanciamento a
que o executivo regional tem conduzido a empresa pública Lotaçor que,
por esse motivo, se tem revelado cada vez mais incapaz de assegurar a
devida manutenção dos equipamentos de apoio às pescas”, afirmou.Para
Gualberto Rita, a situação “não pode continuar, sob pena de se
continuarem a acumular prejuízos para os empresários do setor, por se
verem obrigados a fazer grandes deslocações para realizarem as devidas
manutenções e certificações” dos equipamentos.O
socialista considera, ainda, que há “uma falta de planeamento de
manutenção destes equipamentos, não existindo, igualmente, vontade
política do Governo Regional em alocar os recursos necessários para
suprimir tão graves problemas”.