PS/Açores questiona executivo sobre serviço prestado pelos bombeiros em quatro aeroportos
Hoje 15:32
— Lusa/AO Online
O partido
refere em comunicado que o Serviço de Salvamento e Luta Contra Incêndios
(SSLCI) nos aeroportos de Ponta Delgada (São Miguel), Horta (Faial),
Santa Cruz das Flores e Santa Maria, geridos pela ANA - Aeroportos de
Portugal/VINCI Airports, tem sido assegurado, há vários anos, através
das respetivas associações humanitárias de bombeiros, ao abrigo de
protocolos celebrados com a entidade gestora aeroportuária.Salienta,
no entanto, que foi recentemente tornado público que a ANA “denunciou
estes protocolos, com efeitos a partir do final de fevereiro de 2027”,
tendo lançado um novo modelo de contratação para a prestação do SSLCI
naqueles aeroportos.“As novas condições
colocadas pela ANA terão levado as associações de bombeiros de Ponta
Delgada, Faial e Santa Cruz das Flores a não apresentar propostas,
estando prevista a passagem da prestação deste serviço para entidades
privadas a partir de março de 2027. Subsistem igualmente dúvidas
relativamente à situação futura do Aeroporto de Santa Maria”, indica.O
PS/Açores defende que o Governo Regional “não pode ficar indiferente”
às consequências da decisão da ANA/VINCI Airports de pôr fim aos atuais
protocolos com as associações humanitárias de bombeiros que asseguram o
SSLCI nos aeroportos das ilhas de São Miguel, Faial, Flores e Santa
Maria.Assim, o grupo parlamentar entregou
um requerimento no parlamento regional, para conhecer as diligências já
desenvolvidas pelo executivo açoriano junto da ANA/VINCI Airports, o
número de profissionais que poderão ser afetados e se foi avaliado o
impacto da cessação dos protocolos na capacidade operacional das quatro
associações envolvidas. Os socialistas
questionam, ainda, se o executivo liderado pelo social-democrata José
Manuel Bolieiro pretende promover uma reunião entre a ANA, as
associações humanitárias e o Serviço Regional de Proteção Civil e
Bombeiros dos Açores para “avaliar as consequências da alteração”.A
deputada socialista Inês Sá, citada na nota, considera que a alteração
do atual modelo pode ter consequências que vão muito além dos
aeroportos, “afetando a sustentabilidade financeira das associações de
bombeiros, os seus recursos humanos e a própria capacidade de resposta
do sistema regional de proteção civil”.“Estamos
perante associações que, para além de assegurarem há vários anos um
serviço essencial nos aeroportos, são estruturas fundamentais da
proteção civil nos Açores. Os meios humanos, a formação, os equipamentos
e as receitas associados a estes protocolos contribuem também para a
capacidade destas corporações responderem às populações”, afirmou.Para
a parlamentar, num arquipélago onde o transporte aéreo é “essencial à
mobilidade das populações e à coesão territorial” é preciso garantir que
a mudança “não cria novos constrangimentos à operação dos aeroportos,
não coloca postos de trabalho em risco e não fragiliza as corporações
que todos os dias asseguram a proteção e o socorro” das populações.O
PS lembra que a preocupação também já foi manifestada pelo líder
regional socialista, Francisco César, após uma reunião com a Associação
Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ponta Delgada, onde “chamou a
atenção para as exigências do novo modelo de contratação e para o risco
de perda de receitas fundamentais para a sustentabilidade das
corporações”.