PS/Açores questiona executivo sobre medidas para corrigir falhas no combate às dependências
Hoje 17:00
— Lusa/AO Online
“O
que o Tribunal de Contas vem demonstrar, de forma objetiva, é que o
combate às dependências está a ser prejudicado por uma atuação
descoordenada do Governo Regional, sem dados fiáveis, sem avaliação e
sem liderança política”, aponta a deputada do PS/Açores Cristina
Calisto.Segundo um comunicado do grupo
parlamentar, a deputada Cristina Calisto reuniu com a Alternativa –
Associação Contra as Dependências, tendo sublinhado que “o Tribunal de
Contas, enquanto entidade independente e insuspeita, veio dar razão ao
PS/Açores ao concluir que o Governo Regional não dispõe de informação
estatística estruturada sobre a realidade das dependências na Região”.Entre
os dados referidos no relatório, Cristina Calisto, destacou que,
enquanto a prevalência de consumos em Portugal atingiu em 2023 o valor
mais baixo desde 2017, “nos Açores verificou-se precisamente o
contrário, sendo esse o ano em que mais cresceu, coincidindo com uma
execução orçamental de apenas cerca de 60% das verbas previstas para as
dependências, o que representa menos quase três milhões de euros do que o
inicialmente programado".A deputada
socialista chamou também a atenção para "a evolução do número de
internamentos em comunidades terapêuticas fora da região, que passou de
55 em 2021 para cerca de metade nos anos seguintes, apesar do aumento da
prevalência dos consumos".“Num território
onde não existem comunidades terapêuticas, esta redução é contraditória
e revela falhas na resposta pública”, alertou Cristina Calisto.Perante
a situação, o PS/Açores adiantou que o grupo parlamentar entregou um
requerimento ao Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM), através do parlamento
açoriano, no qual questiona que medidas imediatas serão adotadas para
corrigir “as falhas estruturais” identificadas pelo Tribunal de Contas e
por que razão “o plano foi apresentado fora de tempo”, tendo o
relatório preliminar surgido “apenas após o termo da sua vigência”.“Como
explica o Governo a inexistência de metas, indicadores, cronograma e
responsáveis definidos por ação?”, questionam ainda os deputados
socialistas, que pedem também esclarecimentos sobre a não inclusão de
estudos específicos sobre a realidade açoriana, a ausência de
regulamento e de atas da Task Force criada para acompanhar o plano.O
grupo parlamentar do PS/Açores questiona também o Governo açoriano
sobre as medidas que serão adotadas para reforçar a articulação entre
IPSS [Instituições Particulares de Solidariedade Social], Serviço
Regional de Saúde e demais parceiros, incluindo Câmaras Municipais e
"como justifica o Governo ter executado apenas 61,8 por cento das verbas
previstas".