PS/Açores questiona decisão de não divulgar candidatos à Azores Airlines
Hoje 14:40
— Lusa/AO Online
Citado em nota de imprensa, o dirigente regional e membro do Secretariado Regional do PS/Açores Miguel Fragoso pede esclarecimentos sobre os prazos, o financiamento da dívida histórica e as garantias de proteção da mobilidade dos açorianos.O dirigente questiona “que prejuízos são esses” que não permitem divulgar os candidatos na SATA, contrariamente à TAP, ressalvando que o caderno de encargos “permite a entrada de novos parceiros nos agrupamentos concorrentes, cuja identidade permanece desconhecida”.Miguel Fragoso alertou para o intervalo entre a entrega das propostas vinculativas, prevista para 09 de dezembro, e o prazo de 31 de dezembro estabelecido pela Comissão Europeia para concluir a privatização.“São apenas 22 dias para avaliar propostas, emitir pareceres, eventualmente negociar, tomar decisões e concretizar a operação”, frisou.Referindo-se a uma notícia de que a SATA estaria a prever concluir a venda apenas entre março e abril de 2027, o dirigente socialista pretende que o Governo dos Açores “esclareça o calendário real e explique se, até dezembro, basta escolher um comprador ou é necessário concretizar a operação”. Questionou também uma eventual nova prorrogação e as consequências para os auxílios públicos autorizados e para a região.O dirigente pretende ainda apurar o valor da dívida da Azores Airlines, que permanecerá na SATA Holding e quer esclarecimentos sobre a compatibilidade da operação com as autorizações da Comissão Europeia e as regras dos auxílios do Estado.“Se conhece essas consequências, que as torne públicas. Se não as conhece, como pode ter assumido uma decisão desta importância sem avaliar previamente os seus riscos e impactos”, questionou, dirigindo-se ao Governo Regional.O dirigente do maior partido da oposição questiona as garantias sobre a conclusão da privatização até ao final do ano e sobre a qualidade, capacidade de resposta e preços dos serviços de assistência em terra nos aeroportos e aeródromos açorianos, no caso da SATA Handling.O presidente da SATA afirmou hoje que a divulgação das cinco empresas concorrentes à privatização da Azores Airlines “conduziria a prejuízos” que o grupo de aviação “não pode correr o risco de enfrentar” nesta fase do processo.“Reconhecemos o interesse suscitado com a divulgação dos nomes, mas estamos convictos de que a sua divulgação, neste momento, conduziria a prejuízos para o processo que não podemos correr o risco de enfrentar”, defendeu Tiago Santos à agência Lusa.Na quarta-feira, a administração da SATA anunciou ter convidado cinco concorrentes à privatização da Azores Airlines a apresentarem propostas vinculativas até 09 de dezembro, altura em que prometeu divulgar as entidades candidatas.O caderno de encargos de privatização da SATA Internacional/Azores Airlines propõe a venda de pelo menos 75% da companhia e impede a extinção de postos de trabalho e despedimentos coletivos durante 30 meses.