PS/Açores quer rever acordo de cooperação com instituições sociais
Hoje 16:30
— Lusa/AO Online
Na sequência de um encontro na Praia da
Vitória, ilha Terceira, com a direção da União Regional das Instituições
Particulares de Solidariedade Social dos Açores (URIPSSA), o deputado
Marco Martins recordou que trabalhadores das IPSS ficaram sem receber o
seu subsídio de férias, sendo que “esta situação tem de terminar uma vez
por todas”.O deputado afirmou que o
subsídio de férias “não foi pago pelo menos a duas instituições, havendo
conhecimento de outras situações a que se pagaram apenas de forma
parcelar e muitas outras que tiveram de recorrer a contas caucionadas e
empréstimos”.Segundo Marco Martins, a
atualização “não contemplou todas as valências, uma vez que os lares
residenciais e jardins-de-infância não foram contemplados”.O
deputado adiantou que se encontram “em atraso as respetivas
transferências da Direção Regional de Educação do primeiro e segundo
trimestres deste ano” para os jardins-de-infância.O
parlamentar, em declarações aos jornalistas, considerou que as “IPSS
têm de ter previsibilidade e outras condições”, sendo que “a situação
agrava-se e adensa-se face ao estudo para apurar o custo real das IPSS,
que deverá ficar concluído até final de julho”.De
acordo com Marco Martins, é “importante que este estudo faça fé do
custo real das instituições, seus sobrecustos por se viver numa região
insular e ultraperiférica”, uma vez que o Governo dos Açores tem
avançado “com respostas parcas”.Segundo o
parlamentar, “houve um aumento recente na ordem dos 2,4% no acordo de
cooperação [com as IPSS], mas, basicamente, cobriu o custo efetivo da
inflação e não cobriu os custos operacionais e os aumentos salariais”.Num
quadro em que as instituições “estão numa situação bastante precária e a
precisar de respostas urgentes”, é recordado que houve “aumentos muito
mais substanciais a nível nacional, sendo que a URIPSSA refere que se
encontram “por pagar 4,2 milhões de euros para igualar o que foi feito a
nível nacional”.Acresce que as IPSS
“foram surpreendidas com a notícia que as instituições que estão a
braços com investimentos no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência
podem não ver restituído 50% do IVA”, sendo que “a cada um milhão de
euros terão que suportar 80 mil euros”.Marco
Martins sublinhou que a “responsabilidade direta da transferência é do
Governo da República”, mas assiste-se a “uma falta de poder e negociação
do Governo Regional”, no sentido de se “trabalhar numa resposta
musculada” para as instituições.O deputado
preconiza que o Governo Regional deve possuir “mecanismos com autonomia
financeira para conseguir suportar algumas lacunas” de financiamento.O
Instituto da Segurança Social dos Açores (ISSA) adjudicou recentemente
um estudo para apurar o custo real das respostas sociais nas IPSS.A
URIPSSA reivindicou a atribuição de 4,2 milhões em majorações e
compensações por custos de inflação, uma verba que o Governo Regional
nega estar em falta, classificando-a como um exercício de comparação com
o continente