PS/Açores quer que parlamento regional acompanhe revisão do subsídio de mobilidade
16 de out. de 2019, 17:42
— Lusa/AO online
“Consideramos que a
Comissão Permanente de Economia da Assembleia Legislativa da Região
Autónoma dos Açores é a mais habilitada para acompanhar o trabalho que
está a ser realizado entre o Governo Regional dos Açores e o Governo da
República”, declarou o vice-presidente da bancada da maioria socialista,
José Ávila, citado em nota de imprensa.Os
socialistas pretendem que a Comissão de Economia reúna em audições
trimestrais com o membro do Governo dos Açores com a tutela dos
transportes, solicite “documentos relevantes”, bem como promova “outras
diligências que entenda desenvolver".Para o
vice-presidente da bancada socialista, “nenhuma revisão pode colocar em
causa o direito à mobilidade das açorianas e dos açorianos”, ou
“priorizar questões económicas e financeiras face a direitos
fundamentais", nem pode ser “concretizada contra os Açores”.O
líder parlamentar do Bloco de Esquerda no parlamento regional, António
Lima, defendeu na segunda-feira que seja criada uma comissão eventual
para acompanhar o processo de revisão do subsídio social de mobilidade."A
Assembleia Regional, através desta comissão, deve acompanhar e
fiscalizar todo o processo de revisão do subsídio social de mobilidade, o
que implica, necessariamente, acesso aos dados que permitam uma
avaliação exaustiva da aplicação do subsídio social de mobilidade até à
data, assim como um acompanhamento permanente e próximo das negociações
em curso", justificou o parlamentar bloquista.António
Lima disse também não compreender que o órgão máximo da autonomia
regional - o parlamento - esteja afastado deste processo, que continua a
ser negociado, dentro de gabinetes, e à porta fechada, entre os
governos da República e da região.Em
entrevista ao Diário de Notícias da Madeira, António Costa definiu o
subsídio social de mobilidade como "absurdo e ruinoso" e defendeu a
transferência da sua gestão do Estado central para as regiões autónomas
da Madeira e Açores.Nos Açores, o modelo
de subsídio de mobilidade define que, nas viagens entre a região e o
continente, haja reembolso para os residentes no arquipélago no montante
entre a diferença do bilhete comprado e o valor máximo de 134 euros por
viagem de ida e volta.Para viagens entre os Açores e a Madeira, o montante em causa é de 119 euros.Antes
deste modelo entrar em vigor, não havia reembolsos das viagens e apenas
as transportadoras aéreas SATA e TAP operavam para os Açores, enquanto
atualmente também a Ryanair voa regularmente para São Miguel e para a
Terceira depois da abertura do mercado em 2015.Os
CTT são a entidade prestadora do serviço de pagamento do subsídio
social de mobilidade aos cidadãos beneficiários, no âmbito dos serviços
aéreos entre o continente e a Região Autónoma dos Açores.